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Entrevista com o escritor português Pedro Silva


Pedro Silva nasceu em 1977, em Tomar, Portugal. Desde jovem o seu primordial interesse foi à literatura, primeiro na qualidade de ávido leitor e mais tarde dando os primeiros passos como autor. Publicou a primeira obra em 2000 e, desde então, tem-se dedicado à escrita, ingressando por vários estilos literários, nomeadamente contos e crônicas, mas, sobretudo, ensaio histórico. É em 2001 que alcança a primeira internacionalização literária, com a publicação de “História e Mistérios dos Templários” no Brasil. De lá para cá, em apenas oito anos, logrou publicar mais de trinta títulos, em Portugal, Brasil, Espanha e Chile. Para além dos seus livros, tem colaborado com vários jornais e revistas.

INPR Brasil - Qual é a sua confissão de fé?

Pedro Silva - Sou católico. Desde o primeiro momento aprendi a importância de um diálogo fraterno entre todas as religiões. Importante é, igualmente, conhecermos um pouco dos ensinamentos de cada religião, o que em nada invalida a nossa própria fé.

INPR Brasil - Quando começou o seu interesse pelos templários?

Pedro Silva - O meu interesse pelos Templários surgiu por volta de 1996. A razão é muito simples: tendo nascido, e sido criado, na cidade templária portuguesa de Tomar era inevitável que, mais cedo ou mais tarde, a Ordem do Templo figurasse no topo da lista dos temas históricos a investigar, o que efetivamente veio a suceder.

INPR Brasil - Qual era o seu objetivo ao escrever “Os Templários e o Brasil”?

Pedro Silva - Acima de tudo, a obra que cita, surge com o intuito de explicar aos leitores brasileiros as múltiplas proximidades que existiram entre a Ordem de Cristo e, consequentemente, dos Templários (a acreditar nessa ligação intrínseca entre ambas as ordens) e a descoberta dessa grande nação brasileira que tanto estimo.

INPR Brasil - Com a perseguição movida pela Igreja, os templários deixaram de existir?

Pedro Silva - Na minha opinião, os Templários, enquanto instituição oficial criada em Jerusalém, deixaram de existir no início do século XIV.

INPR Brasil - Qual é a relação entre os templários e a Ordem de Cristo de Portugal?

Pedro Silva - Pese embora, como afirmei na questão anterior, os Templários tenham deixado de existir sob o manto de Ordem do Templo, parece-me crível - até porque muitos dos antigos templários portugueses nela ingressaram - que a Ordem de Cristo tenha aproveitado os seus ensinamentos e, de certo modo, sido uma renovação/continuação daquilo que os Templários haviam concretizado durante os anos de sua existência.

INPR Brasil - As acusações usadas pela Igreja para perseguir os templários, como adoração a Baphomet, orgias sexuais e blasfêmia a cruz de Cristo, possuem fundamento histórico?

Pedro Silva - Trata-se de uma questão tremendamente complexa, pois caso houve - como em todas as instituições, tal como referem os historiadores do tema - de práticas homossexuais, ainda que não generalizadas. Outros investigadores afirmam ainda que o ato blasfemo de "cuspir na Cruz" poderia ser parte de um elaborado ritual de iniciação. Seja como for, a adoração a Baphomet parece, até aos dias de hoje, difícil, se não mesmo impossível, de confirmar, sobretudo se encararmos esta figura como diabólica, tal como sugerido pelos acusadores do Templo. Obviamente, alguns erros terão sido cometidos pelos cavaleiros do Templo. Porém, as acusações que lhes foram imputadas acabaram por ser abatida ao longo dos séculos pelo estudo afincado de um largo número de investigadores.

INPR Brasil - Na sua pesquisa sobre os templários, o senhor encontrou alguma evidência que prove que eles estiveram no Brasil?

Pedro Silva - A História vive, essencialmente, do documento escrito. E, mesmo sabendo que a adulteração desse tipo de documentação, pode ser uma realidade, trata-se, a par dos monumentos, um elemento crucial para as conclusões ensaísticas. Daí, e, sobretudo porque até ao momento não tivemos acesso a um documento que confirmasse tal fato, toda e qualquer teoria não passa de pura probabilidade.

INPR Brasil - Mesmo supondo que os templários não estiveram no Brasil, que dizer da cruz templária nas caravelas de Portugal e os diversos símbolos encontrados por todo o país?

Pedro Silva - A presença da cruz nas caravelas portuguesas, a qual seria conhecida por "Cruz de Cristo" parece-nos, na realidade, uma aproximação evidente que a Ordem de Cristo pretendeu efetuar relativamente aos cavaleiros Templários. Esse tem sido um símbolo usado para confirmar esse elo, a nosso ver indiscutível, entre as duas instituições militar-religiosas.

INPR Brasil - Nos Dossiês Secretos, o Priorado de Sião se diz uma organização co-irmã dos templários. Existe alguma evidência neste sentido?

Pedro Silva - Até ao momento, nos vários anos que tenho empregue a estudar estas temáticas, não encontrei qualquer evidência que possa aproximar o Priorado de Sião à Ordem dos Cavaleiros do Templo.

INPR Brasil - Por muito tempo acreditou-se que a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo surgiu com o objetivo de proteger os peregrinos que visitavam Jerusalém; entretanto, para alguns autores o seu objetivo seria na verdade outro: proteger documentos secretos descobertos por eles mesmos. Qual é a verdade?

Pedro Silva - Tal como tudo aquilo que diz respeito aos Templários, as teorias são imensas, mas as respostas concretas são, na verdade, escassas. Se nos basearmos na história dita oficial, naturalmente que os Templários surgem com a missão de proteger os peregrinos na rota religiosa que os levava da Europa a Terra Santa. Porém, o chamado "outro lado da história" costuma contar sempre uma versão diferente. No caso em concreto, é provável que os cavaleiros do Templo tivessem, a par da visão cavalheiresca de proteção dos indefesos, a ideia de procurar relíquias religiosas ou documentos ancestrais.

INPR Brasil - Qual é a origem da cruz templária e o que ela significa?

Pedro Silva - A cruz dita templária, na realidade, é de origem anterior, no caso trata-se da cruz pátea, cujo reconhecimento oficial surge em 608, no Sínodo de Constantinopla, portanto muito anterior ao surgimento da Ordem. De forma sucinta, o seu significado será resultado de uma combinação de elementos, construídos com o vértice de cinco círculos (ou circunferências) sobrepostos, tendo como principal foco quatro pontos de apoio em estreita ligação com o centro, ou "umbigo do mundo" - o ar, a terra, o fogo e a água.

INPR Brasil - O senhor concorda com a descrição que Dan Brown (autor de O Código Da Vinci) faz do Santo Graal?

Pedro Silva - A proposta do autor Dan Brown é uma teoria, a que poderíamos juntar várias outras de igual rigor. Seja qual for à resposta, estou em crer que, até ao momento, ninguém poderá declarar, com toda a certeza, que sabe o verdadeiro significado do Santo Graal.

INPR Brasil - Qual é a sua opinião sobre os manuscritos de Nag Hámmadi?

Pedro Silva - Sobre a obra "O Código Da Vinci" e os manuscritos de Nag Hámmadi, tive ocasião de discorrer em uma ou duas ocasiões. Acima de tudo, creio que estes manuscritos são peça fundamental no estudo histórico do período em questão e, como tal, a sua descoberta foi altamente relevante para um melhor conhecimento de questões que, sobretudo pela distância temporal, continuam em aberto.

INPR Brasil - Com base em uma passagem duvidosa do “Evangelho de Filipe”, alguns autores têm proposto a idéia de que Jesus era casado com Maria Madalena. O senhor concorda com tal interpretação?

Pedro Silva - Na minha qualidade de ensaísta tenho sempre larga preocupação com os documentos e uma análise isenta dos assuntos; devo afirmar que não existem provas que corroborem tal teoria.

INPR Brasil - Uma última palavra aos leitores do Brasil e América Latina

Pedro Silva - Para terminar esta entrevista, gostaria, então, de agradecer a todos os leitores sul-americanos, sobretudo os brasileiros, que, ao longo dos últimos oito anos, têm acompanhado as minhas obras com grande interesse, interagindo, também, com a minha pessoa, enviando os seus comentários, após leitura dos meus livros ou crônicas dispersas, assim como sugerindo ou criticando, sempre com grande simpatia e educação. Espero que o futuro possa continuar a proporcionar-nos motivos literários de intercâmbio.


Johnny Bernardo
do INPR Brasil


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Entrevista com F. Fernandes, autor de Em Busca de Vera Cruz

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F. Fernandes é Engenheiro Mecânico, especialista em Cavaleiros Templários e autor de Em Busca da Vera Cruz. Nesta entrevista o autor fala sobre o livro e assuntos relacionados às cruzadas católicas.

INPR Brasil - Você é católico?

F. Fernandes - Tecnicamente sim, pois fui batizado na Igreja Católica Apostólica Romana, mas não sou praticante.

INPR Brasil - Qual é o seu escritor preferido?

F. Fernandes - Não tenho um autor preferido, mas os autores que me inspiram são Umberto Eco, Ken Follet, Bernard Cornwell e Agatha Christie.

INPR Brasil - Como você se define?

F. Fernandes - Costumo dizer que sou um Engenheiro muito Humano. Sou formado em Engenharia Mecânica, mas sempre fui louco por história e por leitura. Acho que essas características contribuíram muito para que eu chegasse a escrever o livro Em Busca da Vera Cruz, a saga de um templário.

INPR Brasil - Quando começou o seu interesse pelos Templários?

F. Fernandes - Para ser preciso, foi em 1999. Naquela época eu era sócio do Círculo do Livro e certo dia eu vi que eles estavam vendendo o livro Templários: Os cavaleiros de Deus, de Edward Burman. Comprei e me encantei com a história desses cavaleiros e o mistério que sempre envolveu sua história. Daí então eu fui me embrenhando cada vez mais nos livros ligados aos Templários.

INPR Brasil - Do que trata o livro Em Busca da Vera Cruz?

F. Fernandes - É um romance que se passa em meio a Terceira Cruzada. A Terceira Cruzada acontece historicamente logo após a perda de Jerusalém para o sultão Saladino. Eu tenho como mote do romance a recuperação da Vera Cruz tomada pelos sarracenos na batalha de Hattin, fato também histórico. Todavia, eu aproveitei este mote para romancear uma aventura onde Elísio, um cavaleiro templário, juntamente com dois companheiros se aventuram pelos desertos da Palestina para recuperar a cruz para a cristandade. Neste ínterim acontecem muitas aventuras, inclusive o romance proibido de um templário com uma sarracena.

INPR Brasil - Quanto tempo você levou para escrever o livro?

F. Fernandes - Acho que comecei a escrever este livro há quase dez anos, desde o momento em que tomei contato com a história dos templários, mas resolvi começar o meu projeto de livro há cerca de três anos. Vamos considerar então que para escrever, pesquisar e lançar o livro foram três anos.

INPR Brasil - Você pretende escrever um novo livro sobre o assunto?

F. Fernandes - Certamente. Tenho uma ideia de fazer a continuação do livro Em Busca da Vera Cruz, a saga de um templário, mas quero primeiro ver os frutos desse projeto antes de continuar outro.

INPR Brasil - O que foram as Cruzadas?

F. Fernandes -
A definição mais simples e direta que encontrei para as Cruzadas foi no site www.discoverynaescola.com. Lá as Cruzadas são definidas da seguinte forma: Campanhas militares que tiveram lugar entre os séculos XI e XIII contra os muçulmanos para a reconquista da Terra Santa?

Em teoria, as Cruzadas foram instituídas para recuperar o Santo Sepulcro que estava nas mãos dos islâmicos que profanavam o lugar sagrado onde viveu Jesus. Na prática foi um movimento de fundo econômico-social. O sistema feudal na Europa estava em colapso e havia uma necessidade urgente de expansão das terras, que eram limitadas devido ao feudalismo. Assim os descendentes dos senhores feudais viram uma ótima oportunidade com a conquista do Oriente Médio, posto que, por acordo, os cruzados poderiam tomar posse das riquezas daqueles que eles combatiam.

Como eu escrevi em meu site embuscadaveracruz.com.br, as cruzadas foram menos românticas do que vemos nos filmes. Relatos informam que após a conquista de Jerusalém pelos Cruzados, em alguns pontos da cidade a quantidade de sangue nas ruas chegava até os tornozelos.

Segundo a tradição são consideradas nove Cruzadas sendo a primeira em 1096 e a última em 1272.

INPR Brasil -
Qual foi a importância da Terceira Cruzada na composição de seu livro?

F. Fernandes -
Foi fundamental. A Terceira Cruzada, ou Cruzada dos Reis, foi liderada pelos reis da Inglaterra Ricardo Coração-de-Leão (o mesmo das histórias de Robin Hood), pelo rei da França Felipe Augusto e pelo imperador do Império Romano-Germânico Frederico Barba Ruiva.

Esta cruzada foi organizada após a perda de Jerusalém para o sultão Saladino. Ele conseguira fazer o que muitos líderes islâmicos não haviam conseguido e reuniu um exército muito poderoso. Quase todas as cidades que estavam há mais de oitenta anos nas mãos dos cristãos (desde a conquista de Jerusalém em 1099 quando fora instituído o Reino Latino de Jerusalém) foram conquistadas.

Nesse processo de conquista das cidades cristãs houve uma batalha decisiva para as pretensões dos cristãos: a batalha de Hattin. Depois de cometerem muitos erros os cristãos foram derrotados pelas tropas sarracenas e a Vera Cruz, que sempre liderava os exércitos cristãos nas batalhas (eles nunca tinham perdido uma batalha quando tinham na sua frente a Vera Cruz) forma capturada por Saladino. Esta é a deixa para o meu livro, que a partir de fatos reais foi romanceado.

INPR Brasil - Você acredita que os templários estiveram no Brasil?

F. Fernandes - Esta resposta você pode encontrar em meu livro. Não vou estragar a surpresa, não é?

INPR Brasil - Como você define o escritor português Pedro Silva?

F. Fernandes - Pedro Silva influenciou muito na formação de minha obra. Sempre quis escrever um personagem de origem lusitana para formar o meu personagem principal, mas a literatura sobre os Templários em Portugal é muito escassa. Depois de bastante pesquisar encontrei o livro Templários em Portugal: a verdadeira história, onde pude seguir passo a passo os caminhos dos Cavaleiros do Templo na terra de Camões. Pedro Silva é bastante direto e assertivo e como um bom historiador, passa as informações tecnicamente e sem deixar levar-se por paixões o ideias pré-concebidas.

INPR Brasil - Faça um resumo do livro Em Busca da Vera Cruz

F. Fernandes - A Terceira Cruzada esta em pleno curso. A cidade de Acre acaba de ser conquistada pelas tropas de Ricardo Coração-de-Leão, rei da Inglaterra e de Felipe Augusto, rei da França. O rei da Inglaterra tenta negociar um acordo com Saladino, sultão da Palestina, promovendo a troca dos prisioneiros sarracenos pela Vera Cruz, relíquia que contém pedaços de madeira da cruz onde Jesus Cristo foi crucificado. O acordo é quebrado e o rei Ricardo manda decapitar todos os seus prisioneiros. Em represália, Saladino manda esconder a Vera Cruz. Em meio a esta disputa entra em cena o cavaleiro Templário Elísio de Lamego que com seus companheiros, o sargento Templário Edward de York e o sarraceno da seita dos Assassinos Yusuf ibn Rashid, é designado para recuperar a sagrada relíquia cristã.

Em sua jornada para a recuperação da relíquia, Elísio conhece a aventura, a traição, a disputa com a Ordem dos Hospitalários além de se apaixonar por uma sarracena e toda a missão poderá vir água abaixo.


Johnny T. Bernardo
do INPR Brasil


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Entrevista com Pedro Lucas, da Igreja Renovadora Cristã

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A convite do INPR Brasil, o secretário da Igreja Renovadora Cristã, Pedro Lucas, comenta nesta entrevista sobre a crise vivida pela Congregação Cristã no Brasil.




INPR Brasil - Qual é a origem da crise vivida pela CCB?

Pedro Lucas (IRC) - O extremo nepotismo. Deveriam ser ordenadas somente pessoas preparadas por Deus, não necessariamente filhos, netos e sobrinhos de anciãos.

INPR Brasil - Você acredita que as acusações feitas contra José Nicolau, dentre as quais a de uma suposta prática homossexual, procedem?

Pedro Lucas (IRC) - Acredito que não. Biblicamente falando, como também do ponto de vista jurídico, ninguém poderá ser privado de seus direitos e privilégios, sem a outiva de duas ou três testemunhas e após o exercício de ampla defesa, sem nenhum cerceamento.

INPR Brasil - Então tudo não passou de um complô?

Pedro Lucas (IRC) - Certamente há interesses pelo primado, ainda mais em uma obra que tomou as dimensões como a CCB. Embora acredite que no meio religioso, especialmente no povo evangélico, não deveria existir interesses políticos ou outros, não é o que se tem vislumbrado, infelizmente.

INPR Brasil - Quais são as principais reivindicações da irmandade?

Pedro Lucas (IRC) - Alto tem sido o clamor por liberdade das irmãs tocarem livremente qualquer instrumento de sua preferência; há muitos querendo que a Santa Ceia seja servida em porções individuais, extraídas a partir de um cálice pelo qual se dá ações de graças, e tal reivindicação encontra respaldo na agência Nacional de Vigilância Sanitária. Um grupo considerável de irmãos têm curiosidade de conhecer outras denominações, sem que por isso sejam discriminados. Há os que não concordam com o rebatismo, porque entendem que biblicamente há uma só fé, um só batismo. Outros discordam e sentem vergonha da falta de entendimento da liderança que chama de ministério o ofício de porteiro, músico, piedade, entre outros. Ministério tem o Ministro da Palavra (ancião). Nota-se também cultos poucos fervorosos, especialmente nas grandes capitais.

Antigamente não havia esse exclusivismo religioso, essa fé passional, mesmo o saudoso irmão Louis Francescon não comungava com essas práticas. Pasmem, no exterior há pastores que são convidados a pregar, quando presentes nos cultos da CCB, mesmo porque lá, discriminar, realmente é crime, mesmo nas orquestras, há em diversos países irmãs tocando, como aqui mesmo no Brasil, no começo da obra, elas tocavam livremente, como a irmã Ana Spina Finotti (será pela força do sobrenome?) rege, examina... essas incoerências aborrecem a irmandade, apesar de não incomodar os fanáticos que tem fé passional na CCB, e não em Jesus Cristo.

INPR Brasil - Após completar 100 anos, será que a CCB está caminhando para a desestruturação total?

Pedro Lucas (IRC) - Penso que sempre há tempo para mudanças. Trata-se de uma obra grandiosa, com presença marcante em todo território nacional e em inúmeros países, embora nem todos aceitem a liderança da CCB Brás (Brasil), como a EEUU por exemplo. Há muitas incoerências que precisam ser corrigidas, senão realmente a liderança se desestrutura e a situação foge ao controle.

INPR Brasil - A Igreja Renovadora Cristã surgiu como uma opção em meio a crise?

Pedro Lucas (IRC) - Não temos estrutura nem pretensão de ser concorrente, mas o firme propósito dos membros da Igreja Renovadora Cristã é de servir à Deus como nos primórdios, baseando sua liturgia unicamente na Bíblia Sagrada e focando na Salvação que há somente em Jesus Cristo, não em nenhuma denominação, seja ela a CCB ou a própria Renovadora.



Johnny T. Bernardo
do INPR Brasil






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Entrevista com João Batista Barbosa, ex-adepto de Figueira

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Conhecido pelo pseudônimo de Zumbaia (“reverência”, no dialeto africano), João Batista Barbosa aderiu à comunidade de Figueira em 1998 e, após tomar conhecimento dos desmedidos do fundador, passou a se opor a algumas práticas que considerava abusivas da liderança. Nesta entrevista Zumbaia fala sobre a sua experiência na comunidade e a pressão psicológica que sofreu.


INPR Brasil - Conte um pouco sobre você.

Zumbaia - Nasci no estado de S.Paulo, em 1954. Graduei-me em Química, na USP, e em Matemática, em Barra-Mansa. Sempre procurei o sentido da vida além das religiões correntes e conheci vários grupos espiritualistas e esotéricos, participando ativamente de alguns. Trabalho como professor no Ensino Fundamental e Médio.

INPR Brasil - Como você conheceu o Projeto Figueira?

Zumbaia - Conheci o grupo Figueira após a morte de um instrutor de um grupo que eu participava. Em 1998 deixei a minha família e fui morar em Figueira, achando que o mundo e a humanidade passariam uma grande transformação e que os "escolhidos" seriam salvos em naves cósmicas, como pregava Trigueirinho. Com o tempo vi que predominavam no grupo elites da sociedade e muito interesse econômico e material em prejuízo dos mais pobres, que só serviam para manter a estrutura física do local e facilmente descartáveis.

INPR Brasil – O que levou você a se afastar de Figueira?

Zumbaia - Lá, tudo converge para um esquecimento total de si e da vida normal, transformando as pessoas em robôs obedientes e úteis. Sempre fui pelos Direitos Humanos e não me adaptei a situação. Sentindo várias formas de pressões psicológicas (não podendo assistir ao casamento de meu filho, o que desobedeci). Tentaram impedir-me de várias formas e passei muita perturbação psicológica. Em um treinamento de combate a incêndios, programado por Fabian, Ângelo e outros (sob comando de outros superiores do grupo) estava prevista uma prova absurda - retirarmos bonecos de pano, pesados, de um círculo de fogo de 5m de diâmetro (algo que nem bombeiros conseguiriam). Ocorreu que antes disso, Ângelo, que preparava outra prova com o uso de gasolina se acidentou e teve o corpo em chamas. Eu e outros, inconscientes do que tramavam, tentamos salva-lo apagando o fogo. Ele ficou dois meses entre a vida e a morte, mas sobreviveu.

INPR Brasil - Fale um pouco mais sobre a pressão psicológica exercida sobre os adeptos.

Zumbaia - Ameaças de serem expulsas de Figueira (muitos não têm "onde cair morto", principalmente muitos que vêm da Argentina), de não serem julgadas dignas de serem salvas pelas naves, de levar "carões" durante as partilhas, e muita pressão mental do grupo todo durante as reuniões dos monges e duas reuniões com participantes internacionais (duas vezes por ano) etc.

INPR Brasil – É sabido que em algumas religiões, como na Igreja da Unificação (do Rev. Moon) e em algumas comunidades alternativas, existe uma tentativa de isolamento dos adeptos. Ou seja, é vedado aos participantes que mantenham qualquer tipo de relacionamento com familiares e antigos amigos. Isso acontece em Figueira?

Zumbaia - Exatamente, os que decidem morar em Figueira são pressionados para não manterem mais contato com os familiares e até com as pessoas de fora.

INPR Brasil – Segundo Trigueirinho, o que são os Centros Planetários?

Zumbaia - Centros Planetários são locais da terra similar aos chacras do corpo humano, onde ocorre materialização e desmaterialização de seres e objetos, entrada e saída de entidades de outros planos, localização de cidades e templos invisíveis etc.

INPR Brasil - Qual é a relação de Figueira com os ensinos de Alice A. Bailey?

Zumbaia - Trigueirinho diz-se assistido pelas mesmas entidades da Grande Fraternidade Branca, que assistiam Alice Bailey, H.P.B e outros, mas com nomes totalmente diferentes. Ele evita a todo custo mencionar o nome de "Jesus, O Cristo" (certamente por não lhe interessar a prática do amor ao próximo).

INPR Brasil - Em 1983, após entrar em contato com Trigueirinho, Sara Marriott decidiu deixar a Fundação Findhorn, na Escócia, e se mudar definitivamente para o Brasil. Posteriormente, segundo relatam os próprios discípulos de Nazaré, Trigueirinho decidiu sair para fundar uma nova comunidade. O que realmente aconteceu?

Zumbaia - Sei muito pouco sobre Nazaré das Palmeiras. Parece-me que ele desentendeu-se com o grupo por ser muito autoritário (ditatorial).

INPR Brasil - Após tudo o que foi comentado nesta entrevista, podemos considerar Trigueirinho um falso profeta?

Zumbaia - Sobre ele ser um falso profeta, digo: "Conhece-se a árvore pelos frutos".



por Johnny T. Bernardo
do INPR Brasil





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Entrevista com João Flávio Martinez, do CACP



João Flávio Martinez é pastor evangélico, professor de religião, graduado em História pela Faculdade Dom Bosco de Monte Aprazível - SP e presidente do Centro Apologético Cristão de Pesquisas - CACP .

INPR Brasil - Exatamente em que ano teve inicio o seu ministério apologético?

Prof . João F. Martinez - Bem, desde minha conversão sempre tive um chamado para essa problemática de evangelizar os adeptos de seita. Na verdade, quem sai ao campo entende a necessidade de se estudar a Palavra e compreender os desvios sectários. O meu ministério como apologista iniciou-se oficialmente em 1998, a partir daí não parei mais.

INPR Brasil - Além de dificuldades financeiras, cite algumas dificuldades que um ministério pode passar.

Prof. João Flávio Martinez - A problemática judicial. Fica a cada dia mais difícil fazer apologia. Estão querendo calar a nossa boca. A Igreja da Pedra Angular, do Pastor Wilian Sotto Santiago queria uma indenização do CACP de 1 milhão de reais. Ele deve achar que somos do programa do Silvio Santos.

INPR Brasil - O Cacp já dispõe de uma escola apologética?

Prof. João Flávio Martinez - A Igreja Batista do Rio de Janeiro formou uma escola apologética no começo de 2007 em parceria conosco.

INPR Brasil - Na sua opinião, a igreja evangélica brasileira tem dado o devido valor ao ministério apologético?

Prof. João Flávio Martinez - Tem dado, digamos, um razoável valor. Não o valor necessários que precisaríamos. Veja, nós enfrentamos megaseitas, como: Adventistas, Mórmons, Testemunhas de Jeová, Moonismo, etc... e temos pouco respaldo da Igreja, principalmente financeiramente. Vivemos pelo fé em Deus, porque a Igreja, instituição, ajuda muito pouco mesmo. Pra falar a verdade, nunca nenhuma denominação deu uma oferta ao CACP.

INPR Brasil - Em uma de suas matérias escritas para a revista Defesa da Fé, intitulada “Um Exame Crítico e Histórico da Adoração Xiita”, o senhor disse que o Islamismo está passando por uma transformação semelhante ao do Catolicismo. Que leituras do mundo islâmico despertaram sua atenção para este fenômeno?

Prof. João Flávio Martinez - Referi-me a problemática envolvendo o sincretismo entre o animismo, paganismo e o islamismo. Os próprios teólogos islâmicos estão preocupados com isso. Por exemplo, no Irã o culto ao deus fogo é muito forte mesmo entre os xiitas.

INPR Brasil - Na comunidade unicista “Voz da Verdade não é seita”, veiculada no Orkut, é feita a acusação que os teólogos do Cacp não acreditam mais na distinção entre as pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo, com base em uma matéria publicada pelo Cacp. Qual é a verdade?

Prof. João Flávio Martinez - Esse conjunto é uma lástima! Isso não procede, é só entrar no link: http://www.cacp.org.br/tjtrindadeDeus.htm . O CACP é uma instituição que defende a ortodoxia da Igreja. Jamais aceitaríamos o unicismo como verdade.

INPR Brasil - David K. Bernard, em seu livro “A Unicidade de Deus”, afirma que o teólogo neo-liberal, Karl Barth, teria sido um crente na unicidade. Existem evidências neste sentido?

Prof. João Flávio Martinez - Parece que Barth teve uma vida um tanto conturbada e contraditória. O que sei dele foi de pesquisas pela internet e de uma síntese de sua biografia feita na Enciclopédia Apologética do Dr. Norman Geisler. Lá é dito que Barth pensava o seguinte sobre Jesus: “Jesus é o verbo encarnado, é o último nível, que é idêntico à segunda pessoa da Trindade”. Então, concluo que na ótica de Norman Geisler ele não era unicista.

INPR Brasil - Atualmente existem mais de 345 igrejas satanistas nos Estados Unidos. Na sua opinião, existe alguma relação entre os recentes assassinatos em escolas públicas nos Estados Unidos com o satanismo?

Prof. João Flávio Martinez - Tudo é possível. O aumento da violência não precisa especificamente contar com um avivamento da Igreja de Satanás – ele acontecerá de todo jeito.

INPR Brasil - O que é necessário para ser um apologista?

Prof. João Flávio Martinez -Ter pleno conhecimento dos pontos ortodoxos da cristandade e ser um exímio conhecedor dos movimentos sectários, além de amor e dedicação. É possível termos um teólogo que não saiba nada de seitas, mas a recíproca nunca será verdadeira, ou seja, todo apologista será um teólogo aplicado!



por Johnny Bernardo
do INPR Brasil






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Saramago em foco: entrevista com o escritor português Pedro Silva

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Pedro Silva nasceu em 1977, em Tomar, Portugal. É autor de vários livros sobre sociedades secretas, dentre eles “História e Mistérios dos Templários”. Nesta entrevista ele fala sobre José Saramago e a importância do escritor para a cultura portuguesa e mundial.



INPR Brasil - O mundo perdeu recentemente uma das mentes mais brilhantes e, ao mesmo tempo, mais polêmicas da literatura portuguesa. Com que palavras você definiria José Saramago?

Pedro Silva - Um escritor fenomenal, um pensador brilhante, um justo Nobel da Literatura.

INPR Brasil - Dada a projeção das obras de Saramago, seria correto compará-lo aos três grandes sonetistas portugueses - Camões, Bocage e Antero de Quental?

Pedro Silva - Para ser sincero, sou algo avesso a comparações. Creio que cada personalidade possui características distintas. Deste modo, acima de tudo, o que convém reter é que é indesmentível a genialidade do escritor José Saramago.

INPR Brasil - Pelo menos no Brasil, Saramago permanece como um dos autores mais respeitados e lidos dos últimos tempos. O escritor brasileiro Paulo Coelho tem recebido o mesmo tratamento por parte dos portugueses?

Pedro Silva - O escritor brasileiro é, sem sombra de dúvida, um dos autores mais lidos em Portugal. A sua legião de fãs, por aqui, é imensa. Obviamente, Paulo Coelho merece o mesmo respeito de Saramago e de todos os grandes escritores, até porque creio que, cada vez mais, o intercâmbio cultural e literário entre Portugal e Brasil será uma realidade.

INPR Brasil - Como morador de Tomar, Portugal, e autor de livros igualmente reconhecidos entre os brasileiros, você mantinha algum tipo de contato com Saramago?

Pedro Silva - Infelizmente, nunca tive a oportunidade de contactar pessoalmente com José Saramago.

INPR Brasil - Dos livros escritos por ele, qual chama mais a sua atenção?

Pedro Silva - Quando estamos a tratar de um escritor genial como Saramago é impossível fazer destrinças entre livros. Todos, à sua maneira, contribuíram para um leitura agradável e, como tal, tratam-se de literatura de grande mérito.

INPR Brasil - A imagem que temos de Saramago é a de um ateu declarado e que vivia em constante choque com a Igreja. No entanto, em uma de suas declarações ele deixou escapar: “Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro…”. O que você pensa sobre isso?

Pedro Silva - Tenho a certeza absoluta que, tal como todas as grandes figuras da Humanidade, José Saramago será ainda mais biografado no futuro. E, com certeza, várias questões obterão a sua resposta. Uma delas será efectivamente sobre se o escritor seria um ateu total ou apenas um brilhante intelectual que dedicou a sua vida a questionar-se sobre os grandes mistérios da vida. O tempo dirá qual a resposta.

INPR Brasil - Como Portugal reagiu ao saber que José Saramago havia falecido?

Pedro Silva - Todo o país sentiu enorme comoção. José Saramago, para além de brilhante escritor, Nobel da Literatura e uma das figuras mais conhecidas pelo mundo afora, era um português e a nação sentiu, naturalmente, a perda de uma mente brilhante. Justamente, obteve as honras de Estado que uma figura intelectual da sua craveira merece. E foi decretado um luto nacional de dois dias.

INPR Brasil - Faça a sua última análise sobre José Saramago

Pedro Silva - O escritor português José Saramago é uma figura inspiradora para os outros autores de língua portuguesa, visto que logrou obter a imortalidade literária que tantos ambicionam.



por Johnny T. Bernardo
do INPR Brasil






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O pastor Terry Jones contra o Islã

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Como pesquisador da religião e, em especial, da religiosidade norteamaricana, estou acompanhando com atenção o desenrolar da crise envolvendo a pequena igreja da Flórida, liderada pelo pastor Terry Jones, que pretendia queimar no próximo sábado (11) exemplares do Alcorão.

A notícia ocorre ao mesmo tempo em que se discute à criação de um centro islâmico a apenas dois quarteirões do que foi o World Trade Center e que, segundo pesquisa realizada pelo instituto Marist, pelo menos 52% dos nova-iorquinos são contra o projeto.

Não é nosso objetivo fazer coro com os que defendem o Islamismo como religião suprema, mas também não devemos sair em defesa de grupos religiosos cristãos (ou supostamente "cristãos") que para impor suas crenças ridicularizam e intimidam outras confissões de fé. Não foi isso que Jesus nos ensinou. Ao comer com os publicanos e pecadores, Jesus demonstrou qual deve ser o tipo de relacionamento que devemos manter com os "outros".

Lembro-me que, até pouco tempo atrás, alguns dos nossos irmãos mais fervorosos travavam uma guerra "santa" contra tudo e contra todos que (em sua ótica "pentecostal") desrespeitavam seus usos e costumes. Passados alguns anos, parece que a visão estereotipa de alguns aloprados "pregadores" das praças está dando lugar a uma nova visão de evangelismo, menos demonizadora mas, porém, com maior ênfase em prosperidade e "cura" espiritual e carnal. Pouco mudou!

A guerra aos livros

Depois de igrejas, mesquitas e institutos, os livros são um dos que mais sofrem com o extremismo religioso. Ray Bradbury, um escritor e visionário americano dos anos 50 e autor de uma obra intitulada "Fahrenheit 451", revelou, em 1953, seu temor de que um dia os livros seriam proibidos por serem considerados uma ameaça ao sistema - algo semelhante acontece no longa "O Livro de Eli" em que um único exemplar da Bíblia é disputado pelos sobreviventes do mundo pós-nuclear.



Outro que compartilha de uma visão semelhante é o autor Fernando Baez, que no livro "História Universal da Destruição dos Livros", estabelece uma linha cronológica em que os livros passam por diversos períodos de perseguição e destruição. O autor revela, por exemplo, a perseguição movida pelo islamismo aos textos cristãos e a queima de títulos pela Igreja Católica durante a Inquisição.

Vejo algo semelhante entre o que pretende o pastor Jones com as investidas nazistas contra o judaísmo. No auge da Segunda Guerra Mundial milhares de cópias da Torá e de outros livros de autoria de judeus foram queimados em redutos nazistas na Alemanha. Por outro lado, em 2009 um grupo de judeus ortodoxos queimaram centenas de cópias do Novo Testamento que haviam sido distribuídos por missionários evangélicos. Segundo o jornal Israeli Maariv, inúmeros estudantes de escolas religiosas judaicas participaram da queima, que teve como líder o rabino Aharon.

O caso da pequena Igreja cristã Dove World Outreach Center, que desde o final de agosto tirou de Nova York parte da atenção mundial, representa um movimento à parte das igrejas cristãs americanas comprometidas com o Evangelho puro e simples.

O Islã é "do" demônio

O pastor Terry Jones é mesmo uma figura. Com seu bigode típico de um sulista e fã de carteirinha do filme Coração Valente, com Mel Gibson (do qual possui um pôster no escritório), Jones é conhecido por andar sempre com uma pistola na cintura. O Correio Braziliense lembra que o Rev. é o autor do slogan "O islã é do demônio" que virou o título do seu livro e que também aparece em canecas e camisetas comercializadas pela Igreja. Em agosto de 2009, a World Outreach Center virou notícia na região quando duas crianças foram à escola vestindo camisetas com a polêmica frase — e foram obrigadas a voltar para casa.

Tudo nos leva à crer que, por trás da propaganda do Rev. Terry, existe algo além do que uma "refutação" ao islamismo. De fato, sua pequena igreja de 50 membros ganhou mais notoriedade no mundo do que o projeto da construção de um centro islâmico em NY. Ainda segundo o Correio Braziliense, a igreja, localizada na pequena cidade de Gainesville, com apenas 114 mil habitantes, ficou cercada durante todo o dia por jornalistas, manifestantes e curiosos. Por telefone e e-mail, milhares de pessoas tentaram enviar mensagens ao pastor Jones. A resposta veio pelo site da igreja: “Entendo o porquê de vocês estarem com tanto ódio. (…) Mas é porque amamos muçulmanos, cristãos, ateus e todo o resto queremos que eles encontrem a verdade. Vocês vão encontrar essa verdade na Bíblia”, diz o texto.

Que dizer a respeito? A intolerância religiosa não deve ser permitida em momento algum, mesmo quando "atacados" por terroristas islâmicos ou por adeptos da seita Suprema do Japão. Devemos sempre, como cristãos sinceros e com amor no coração, demonstrar respeito e solidariedade para com os vivem às margens da sociedade. Devemos mostrar à verdade, mas não impô-la goela abaixo. Jesus nos chamou para transformar o mundo e não para destruí-lo. Chutar "santas" e incitar ódio contra qualquer que seja a confissão de fé não é coisa para convertido. Jesus foi enfático ao dizer:

"Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho vós também, por que está é a lei e os profetas". (Mt. 7.12)

Queremos o respeito dos hindus, dos muçulmanos, dos budistas, dos xintoístas, mas não respeitamos suas crenças, ofendemos seus líderes, quebramos suas imagens, queimamos seus livros etc. Os americanos choraram após o 11 de setembro, mas também sofreram os que perderam familiares vítimas das bombas atômicas de 1945, as vítimas da intervenção americana na Coreia, Vietnã, Afeganistão, Iraque e das diversas operações secretas da CIA nos países em desenvolvimento. Se queremos paz, temos de difundir a paz, e não o ódio. Jesus nos deu o exemplo. Agora, cabe a cada um de nós seguir o que é certo e honroso.




por Johnny T. Bernardo
do INPR Brasil





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Testemunhas de Jeová é uma Seita Não-Cristã

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Como todas as seitas, a organização das TJ distorcem as doutrinas essenciais do Cristianismo. Ela nega a divindade de Cristo, a ressurreição física e a salvação pela graça. Para sustentar as suas doutrinas errôneas, a organização Torre de Vigia (que é a autora e mentora de toda teologia oficial das TJ) vem alterando a Bíblia para fazer com que ela diga o que eles querem.

Tipicamente, os cultos que usam a Bíblia para embasar suas posições caem em alguns erros de interpretação:

  • Tirar os versículos e passagens de seu contexto imediato.
  • Recusar-se a ler as passagens dentro do contexto bíblico completo.
  • Inserir as suas pressuposições teológicas no texto.
  • Alterar o texto bíblico para suprir as suas necessidades.
  • Basear-se em um verso para interpretar um conjunto de outros.
  • Trocar os significados das palavras.
  • Proclamar que algumas passagens têm sentido figurado quando elas contradizem as suas doutrinas.
  • Adicionar coisas à Palavra de Deus.
Adicionalmente, as seitas exigem de seus membros a freqüência regular aos seus "estudos bíblicos" semanais onde são repetidamente doutrinados com ensinos anti-cristãos. Eles fazem isso por meio da leitura das revistas Sentinela e Despertai!, que basicamente, mantém seus pensamentos cativos às doutrinas deles.

Eles ensinam que serão perseguidos quando forem de porta em porta ensinar as suas falsas doutrinas e que, quando alguém os contrariar ou divergir deles, eles serão justificados por serem TJ. Eles dizem que são a única organização verdadeira na terra (assim como todas as seitas afirmam!).

Eles são fortemente encorajados a ter apenas amigos e fazer negócios com pessoas dentro da organização, o que mantém as pessoas e idéias longe do exame externo.

Eles ensinam a evitar aqueles que deixaram o seu grupo, mantendo assim, o outros afastados para que não questionem o porquê da sua saída.

Eles são geralmente paranóicos, como eu pude testemunhar em uma sala de chat (IRC) onde, depois de fazer uma pergunta a respeito de um texto bíblico, fui banido. Subseqüentemente, meu nome foi passado para todas as outras salas de TJ, de onde eu fui banido da mesma maneira. Aparentemente, o exame das suas doutrinas não é permitido.

Primariamente, a organização das TJ é uma seita porque ela viola as três doutrinas essenciais do Cristianismo. A Bíblia diz que Jesus é Deus em carne, que jesus ressuscitou da morte no mesmo corpo em que Ele morreu e que a salvação é pela graça mediante a fé. O organização Torre de Vigia contraria todas as três.

A organização Torre de Vigia é uma seita não-cristã que usa o seu povo para proclamar suas falsas doutrinas, vender uma imensidão de literatura, e expandir suas garras nas vidas de seus seus membros e das suas famílias.






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Michael Jackson: depois de um ano, a polêmica continua

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Há exatamente um ano morria Michael Joseph Jackson, ou apenas Michael Jackson, como preferirem, aos 50 anos de idade. Fiquei pensando muito nesta data, primeiro por perceber como o tempo passa rápido... e depois por ver que, talvez, o cantor tenha sido mais adorado em sua morte do que nos últimos anos de vida.

Porém, nessas breves linhas, quero refletir sobre uma polêmica que, 365 dias depois da passagem do artista “dessa para melhor” (tenho lá minhas dúvidas se foi para melhor mesmo), ainda alimenta os blogs de vários ex-Tj’s e a mente de testemunhas ativas:

Michael Jackson era ou não Testemunha de Jeová?

A coisa é mais complicada do que parece, porém a resposta é mais simples do que imaginam. Primeiramente, temos que lembrar que a Organização das Testemunhas de Jeová, cujo braço legal é a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, nos Estados Unidos, e a Associação das Testemunhas Cristãs de Jeová (ATCJ), no Brasil, caracteriza-se pela inconstância doutrinal, que eu chamo de “fluidez teocrática”: assim como a água toma a forma do objeto que a contém, da mesma maneira os ensinos das testemunhas se adaptam aos tempos e às conveniências sociais, culturais e, principalmente, econômicas. Em outro artigo prometo explicar essa minha teoria melhor, mas desde já quero dizer que, pela contagem de nosso irmão Fernando Galli, apologista de primeira (visitem: http://iacs33.blogspot.com), já mudaram de ensino 315 vezes até o começo de 2010.

Pois bem, até os fins da década de 1980, ser publicador (pessoa que vai à pregação, ao serviço de campo) era a coisa mais fácil que havia. Bastava estar estudando a Bíblia há algumas semanas, se arrumar bonitinho com sua melhor roupa domingueira, colocar uma bolsa ou pasta com a Bíblia dentro e alguns tratados (panfletos) ou revistas A Sentinela para distribuir, e aparecer na reunião de saída de serviço de campo. Aí você seria escalado para sair com alguém de sua família, se fossem TJ’s, ou com seu instrutor (pessoa que realiza o estudo da pessoa) ou mesmo um ancião (líder). Você seria contado como publicador não batizado quando entregasse à congregação o seu primeiro relatório de campo, ou seja, a compilação mensal de seu trabalho na pregação, em que se deve especificar a quantidade de horas gastas, os livros e revistas distribuídos e estudos realizados. A partir daí, seria aberto uma ficha em seu nome, que ficaria nos arquivos da congregação, com a sua “ficha corrida” de serviço, e você seria contado como membro efetivo. Para todos os efeitos, sua atividade seria enviada para “Betel” (o escritório nacional, em São Paulo), e nas estatísticas anuais você seria contado normalmente como uma das milhões de testemunhas ativas no mundo.

O fato de a pessoa sair ao serviço de campo, falar com as pessoas sobre Jeová de maneira oficial, possuindo o cartão de publicador, a identificavam, e até hoje é assim, como uma Testemunha de Jeová. A única coisa que mudou a partir do início dos anos 90 foi que, a partir de então, para ser contado como publicador não batizado, seria necessária uma reunião com alguns anciãos para formalizar sua entrada no rol dos pregadores. Lembro-me que, em 1994, quando me tornei publicador não batizado, a norma já havia mudado, e os anciãos foram em minha casa com meu instrutor fazer uma pequena sabatina para saber se eu me habilitava para ir ao serviço de campo. No final da palestra, eles enfatizaram isto: apesar de eu não ser batizado ainda, mesmo assim, aos olhos da comunidade, eu seria uma Testemunha de Jeová.

Que dizer então de Michael Jackson? Ele pregava com sua família lá na década de 70, antes de os procedimentos de aceitação como publicador mudarem. Por isso, fato incontestável é que ele saía ao serviço de campo com a mãe e os irmãos.



por Cleber Tourinho

ex-testemunha de Jeová, professor, linguista, revisor de textos, orientador em Medotodologia da Pesquisa Científica e está mestrando em Letras e Linguística pela Universidade Federal da Bahia





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Michael Jackson: testemunha de Jeová, muçulmano e polêmico

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Há exatamente um ano era anunciada ao mundo a morte de Michael Jackson. Ele foi, sem dúvida alguma, uma das figuras mais polêmicas e emblemáticas do século XX e início do XXI. Da sua infância pobre em Gary, Indiana (EUA), onde morou em uma pequena casa de dois quartos, até a fama que o consagraria como o King of Pop ("Rei do Pop"), Michael Jackson passaria por uma série de crises. Apontado ainda como o "maior ícone negro de todos os tempos", o cantor viu seu prestígio começar a desaparecer quando em agosto de 1993 um garoto de 13 anos, Jordan Chandler, representado pelo advogado civil Larry Feldman, acusou Michael Jackson de abuso sexual. A notícia se espalhou rapidamente pelo mundo, fazendo com que o rei do pop fosse da glória para o inferno da depressão e do alcoolismo. Foi internado às pressas em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos da Irlanda do Norte, aos cuidados do terapeuta Beauchamp Colclough, alegando a necessidade de se restabelecer de um vício em analgésicos.

Em 2003, outra bomba: o adolescente Gavin Arvizo também teria acusado Jackson de abuso sexual. Mais uma vez o cantor enfrenta um período de crise, com momentos de stress agudo e perca de peso, que viria a alterar a sua aparência. Durante o julgamento, o perfil de Jackson foi examinado por um profissional da saúde mental chamado Dr. Stan Katz, que constatou que o cantor tinha a idade mental de um garoto de 10 anos, mas que não via nele as características de um pedófilo. Em sua defesa, Elizabeth Taylor declarou a um programa de televisão que quando Gavin foi a casa do cantor, "Não houve nada de anormal. Nós rimos como crianças, assistimos um monte de filmes da Disney. Não houve nada de estranho, nem de inapropriado ."

Apesar da falta de provas que condenasse Michael Jackson, sendo absolvido em junho de 2005, três anos depois o cantor venderia o rancho Neverland, local em que supostamente teriam acontecido os "abusos" contra Jordan Chandler e Gavin Arvizo. No mesmo ano foi lançado pela SonyBMG o Thriller 25th, uma edição comemorativa dos 25 anos do lançamento de Thriller, o seu mais conhecido álbum.

Religião

A vida de Michael Jackson foi marcada também por uma "forte" devoção religiosa. Quando criança, sua mãe, Katherine Jackson, passou a frequentar um salão do reino da cidade de Gary e, apesar da proibição do seu marido, as crianças seguiram os passos da mãe e tornaram-se testemunhas-de-jeová e passaram a praticar a evangelização de porta em porta. Mesmo depois de crescer e alcançar o sucesso mundial, Michael continuou adepto das testemunhas-de-jeová, embora não tão devoto quando garoto. Sua saída da organização somente se deu após o lançamento do Thriller, álbum recheado de referências ao ocultismo. Pressionado pela Torre de Vigia, Jackson redigiu uma carta solicitando sua desassociação das Testemunhas de Jeová. Foi uma forma encontrada para que nem ele nem a organização fossem prejudicados pelo imbróglio.

Após a saída das Testemunhas de Jeová, Michael se converteu ao Islamismo. Tal teria acontecido em 2008, possivelmente após a sua estadia em Bahrein. Segundo relatou o jornal "The Sun" há época, usando roupas islâmicas tradicionais, Jackson converteu-se num ritual realizado na casa de um amigo em Los Angeles. Ainda segundo o jornal, na ocasião o cantor que estava sentado no chão e usando um pequeno chapéu, recitou a ‘shahada’, uma declaração oficial de fé, diante de um Imã, líder religioso, e jurou fidelidade ao Corão, livro sagrado do Islamismo. Como parte do processo de adoção da religião islâmica o cantor mudou o seu nome para Mikaeel.

Em 25 de junho de 2009, foi noticiado que Michael Jackson sofreu uma parada cardíaca em sua casa, na vizinhança de Holmby Hills, Los Angeles, CA, Estados Unidos. Era o fim de um mito, de uma figura que encantou multidões e deixou outras preocupadas com as denúncias de maus tratos e pedofília.



por Johnny T. Bernardo
do INPR Brasil






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A Abóboda Inexpugnável Mórmon

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Chamada por Jimmy Swaggart de "abóboda inexpugnável" (abóboda é uma construção em forma de arco), o empreendimento que custou cerca de 2 milhões de dólares aos cofres mórmons e que localiza-se a 32 quilômetros de Salt Lake City foi construída entre os anos de 1958 e 1963. Com seis aberturas no lado norte do Canyon, escavadas a 600 metros de profundidade, a abóboda dispõe de escritórios, laboratórios de processamento de microfilmes, câmaras de armazenamento de dados, casas de envio e docas.

Depois dos laboratórios, as câmaras são as mais importantes dentre os departamentos do quartel general mórmon. Com cerca de 190 metros de cumprimento cada uma e com portas que pesam 14 toneladas, as seis câmaras são acessadas por uma entrada principal e duas menores e foram projetadas para resistir a uma explosão nuclear. Objetivo? Servir de abrigo para os microfilmes genealógicos e outros registros da igreja.

A preservação e pesquisa genealógica é uma constante no Mormonismo que investe milhões todos os anos. As informações contidas nos microfilmes advêm de pesquisas em bibliotecas, igrejas, órgãos governamentais e se referem ao nascimento, casamento, óbito de inúmeros indivíduos. O processo de preservação dos originais por microfilmes começou em 1930 pela Sociedade Genealógica de Utah, entidade criada pelo Mormonismo em 1894. Em 1940, a tecnologia passou a ser usada em bibliotecas da Inglaterra, Dinamarca, Holanda, País de Gales, Noruega, Itália etc.

Com o crescimento do número de microfilmes produzidos a partir de Utah, que em 1950 chegaram a 100.000 rolos, foi proposta a ideia de construção de um abrigo subterrâneo onde os rolos seriam ao mesmo tempo produzidos e armazenados. Foi assim que, em 1963, foi concluída a construção do bunker. Sessenta e cinco pessoas se revezam na administração do local, realizando tarefas que envolvem duplicação de microfilmes, masterização de impressão e conversão de microfilme para tecnologia digital.




De acordo com a Biblioteca de História da Família e da Sociedade Genealógica de Utah, há em torno de 2,4 milhões de rolos de microfilmes disponíveis nos subterrâneos da montanha. Embora o acesso ao local não seja aberto ao público, a Igreja desenvolveu um sistema em que qualquer pessoa, de qualquer lugar do mundo, possa acessar os arquivos através dos centros de história da família ou por meio da página familysearch.org. No Brasil, o principal centro de pesquisa foi inaugurado em 1984, no bairro do Morumbi (SP). Em Portugal, há em torno de 20.

As genealogias estão no cerne da crença mórmon. Desde que foi estabelecido o batismo pelos mortos (ou batismo por procuração), os mórmons perceberam a necessidade de conhecer seu próprio passado como forma de "salvar" seus ancestrais. No livro "Ensinamentos dos presidentes da Igreja", Heber J. Grant faz o seguinte comentário sobre o trabalho de compilação de genealogias.

"A partir da época da visita de Elias, o profeta, restaurando as chaves que ele possuía e voltando o coração dos filhos aos pais [ver D&C 110.13-15], tem-se observado, no coração das pessoas de todo o mundo, o surgimento de um desejo de aprender sobre seus antepassados.

Os homens e mulheres de todo o mundo têm organizado sociedades, procurado dados de seus antepassados e compilado registros genealógicos de seus familiares. Têm-se gasto milhões de dólares com essa finalidade. Já conversei diversas vezes com homens que despenderam grandes somas para coligir um registro de seus antepassados, e depois de terminarem, quando alguém lhes perguntava o motivo de tal empreitada, eles respondiam: "Não sei; fui impelido por um desejo incontrolável de compilar esse registro e de investir financeiramente nisso. Agora que terminei, não tenho nenhum uso especial para ele". Os santos dos últimos dias dão a esse tipo de dados um valor inestimável.

Oro para que o Senhor nos inspire a todos para que tenhamos maior diligência ao realizarmos com todas as nossas forças os deveres e labores que nos cabem no tocante à obra vicária por nossos antepassados (...) Quando buscamos com sinceridade, ano após anos, conhecer sobre nossos familiares que morreram sem o conhecimento do evangelho, tenho certeza de que o Senhor nos abençoa para que tenhamos êxito". Grant concluiu dizendo que "a salvação dos mortos é um dos propósitos da restauração do evangelho eterno e do restabelecimento da Igreja de Jesus Cristo nesta época".

De acordo com Mario Silva, diretor responsável pela coleta das informações genealógicas na região que abrange Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, "na doutrina da Igreja, os relacionamentos familiares são eternos, não acabam com a morte. Daí a importância de as pessoas conhecerem a fundo a origem de suas famílias".



por Johnny T. Bernardo
do INPR Brasil








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O mormonismo em poucas palavras

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O Mormonismo ensina que Deus era um homem como nós que habitava em outro mundo e que progrediu até tornar-se deus seguindo as leis e ordenanças do deus de seu mundo de origem.

Ele agora governa este mundo, pois alcançou a condição divina. Sendo deus e sua esposa pessoas exaltadas, ou seja, deidades, possuem ambos um corpo físico e geram filhos espirituais que crescem e amadurecem no reino espiritual. O primeiro espírito que nasceu no reino espiritual foi Jesus. Logo em seguida veio Lúcifer e, então, todos nós. O Mormonismo ensina que nós pré-existíamos no reino espiritual, que fomos gerados pela união de deus com sua esposa deusa. Portanto, já existíamos em espírito antes de entrarmos em nossos corpos humanos através do nascimento aqui na Terra. Durante essa "compressão" na forma infantil, a memória de nossa pré-existência foi "velada".

Contudo Elohim, o deus Pai, preocupava-se com a salvação da Terra e resolveu criar, então, um plano de salvação. Jesus concordou com o plano do Pai. Lúcifer se opôs; encheu-se de inveja e se rebelou contra o Pai. Durante sua rebelião, convenceu um grande número de espíritos para juntar-se a ele em sua oposição a Deus. Porém, sendo Deus mais poderoso do que eles, os amaldiçoou, transformando-os em demônios. Desta forma, eles nunca poderão nascer em corpos humanos. (Alguns escritos Mórmons afirmam que Jesus e Lúcifer elaboraram um plano cada um. Deus escolheu o plano de Jesus, incitando a inveja e a rebelião de Lúcifer.

Os demais espíritos permaneceram ao lado de Deus. E porque escolheram o melhor caminho, quando chegar o momento de viverem na terra, terão o privilégio de escolher nascer no local e na raça que estiver à altura das escolhas que fizeram no reino espiritual.

No plano de salvação Mórmon havia a necessidade de um salvador: Jesus. Mas Ele era um espírito e estava no céu. Para que ele nascesse na terra, Brigham Young - o segundo profeta da Igreja Mórmon - afirma que Deus, o Pai, deitou-se com Maria, em vez de deixar que outro homem o fizesse. Disse, que o nascimento do nosso Salvador foi natural como o dos nossos pais. Isso basicamente significa que Brigham Young ensinou que Deus, o Pai, desceu à Terra e teve relações com Maria, sua filha espiritual, para conceber o corpo de Jesus. Ainda que muitos mórmons não cogitem tais pensamentos incestuosos sobre Deus e Maria, até onde sabemos, foi o que Brigham Young ensinou; ensino que a Igreja Mórmon não nega.

E assim Jesus nasceu, casou-se e teve filhos. Ele morreu na cruz e pagou pelos pecados dos homens - mas não pagou somente na cruz. De acordo com o Mormonismo, a obra redentora de Cristo, começou no Jardim do Getsêmani, antes de ir para cruz.

No Mormonismo, homens e mulheres têm a capacidade de se tornarem deuses. O presidente da Igreja Lorenzo Snow uma vez disse: "Como o homem é, Deus foi; como Deus é, o homem poderá vir a ser." Para poder alcançar este estado de divindade, é preciso se tornar primeiramente um bom mórmon: pagar integralmente os 10% de dízimo à Igreja Mórmon, seguir as várias leis e ordenanças da Igreja e, finalmente, ser merecedor. Nesse estágio, receberão uma aprovação do templo, após a qual será permitido ao mórmon entrar em um templo sagrado para cumprir uma série de rituais secretos: batismo dos mortos, casamento celestial e vários outros juramentos sigilosos e votos. Além disso, quatro aperto de mãos secretos são ensinados para que o crente mórmon, ao entrar no terceiro nível do céu mórmon, possa cumprimentar deus de uma forma específica.

Esse ritual celestial tem o propósito de permitir a entrada no nível mais alto do céu.4 Para aqueles que conseguirem chegar ao mais alto dos céus, a divindade é o próximo passo. Então a estes será permitido ter seu próprio planeta e ser deus ou deusa de seu próprio mundo, e assim o sistema mórmon será expandido para outros planetas.



por Matt Slick
do CARM.org para o INPR Brasil



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O mormonismo e a obra redentora de Jesus

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A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias não vê a obra redentora de Cristo da maneira cristã bíblica e histórica. O Mormonismo ensina que a redenção ocorreu primordialmente no Jardim do Getsêmani quando Jesus derramou seu sangue, em vez de ter ocorrido na cruz. Considere as citações de um professor da Universidade Brigham Young e do apóstolo mórmon Bruce McConkie:

  • O professor Robert J. Matthews da Universidade Brigham Young, que na página 282 de seu livro, "A Bible! A Bible!" ("Uma Bíblia! Uma Bíblia!"), escreveu: "Foi no Getsêmani, nas ladeiras do Monte das Oliveiras, que Jesus realizou sua perfeita obra redentora ao derramar seu sangue - mais ainda do que na cruz."
  • O apóstolo mórmon Bruce McConkie declarou: "Onde e sob quais circunstâncias se deu o sacrifício redentor do Filho de Deus? Foi na Cruz do Calvário ou no Jardim do Getsêmani? É para a cruz de Cristo que a maioria dos cristãos olham quando focam sua atenção na infinita e eterna redenção. E, certamente, o sacrifício do nosso Senhor foi completado quando pelos homens Ele foi erguido; além disso, esta parte da vida e do sofrimento de Jesus é mais dramática e, talvez, mais tocante à alma. Mas na realidade, a dor e o sofrimento, o triunfo e a glória da redenção ocorreram primordialmente no Getsêmani", (Doctrinal New Testament Commentary, vol. 1, p. 774, ênfase minha).

Não há evidência bíblica de que Jesus nos redimiu de nossos pecados no Jardim do Getsêmani. Foi no Jardim onde Ele sofreu intensamente em oração, porque não queria passar pelo sofrimento dos açoites e da crucificação que estava por vir. A agonia no Jardim foi tão intensa que aparentemente o fez suar sangue (Lucas 22.44). Contudo, as únicas passagens bíblicas que falam sobre Cristo e sua redenção referem-se à cruz, não ao Jardim do Getsêmani.

A reconciliação é por meio da cruz

"E reconciliar com Deus os dois em um corpo, por meio da cruz, pela qual ele destruiu a inimizade." (Ef 2.16).

"E por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão nos céus, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz." (Cl 1:20).

Nossas dívidas foram pregadas na cruz

"E cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz." (Cl 2.14).

Ele levou sobre si os nossos pecados na cruz

"Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados." (1 Pe 2:24).

Somos reconciliados por meio da morte de Cristo - decorrida na cruz

"Se quando éramos inimigos de Deus fomos reconciliados com ele mediante a morte de seu Filho, quanto mais agora, tendo sido reconciliados, seremos salvos por sua vida!" (Rm 5:10)

"Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação." (Cl 1:22).

Paulo diz: "Pois decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado." (1 Co 2:2). Ele não menciona nada, em momento algum, a respeito de Jesus ter tomado sobre si os nossos pecados no Jardim. Ele apenas fala de pecados relacionando-os com a cruz de Cristo. Onde foi que Deus comprou a igreja com o seu próprio sangue (Atos 20.28)? Foi na cruz, não no Jardim.

Propiciação

A propiciação é um sacrifício que aplaca a ira. O sacrifício de Jesus na cruz foi exatamente isso: uma propiciação. Foi na cruz onde Jesus levou em seu corpo os nossos pecados (1 Pe 2:24); onde Ele se tornou uma propiciação - o sacrifício pelos nossos pecados. Observe que o sacrifício na cruz é um evento público, e foi neste acontecimento público que ocorreu a propiciação: "Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue." (Rm 3.25). No Jardim do Getsêmani, quando Jesus suou gotas de sangue, não foi um acontecimento público. Desta forma, o sacrifício de redenção, pelo qual Jesus levou sobre si os nossos pecados como propiciação, não aconteceu no Jardim do Getsêmani, mas publicamente na cruz. Assim, quando encontramos o termo propiciação nas Escrituras, sabemos que se refere ao sacrifício na cruz. Vejamos outras passagens que falam sobre este assunto:

"Por essa razão era necessário que ele se tornasse semelhante a seus irmãos em todos os aspectos, para se tornar sumo sacerdote misericordioso e fiel com relação a Deus, e fazer propiciação pelos pecados do povo." (Hb 2.17)

"Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo." (1Jo 2:2)

"Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados." (1Jo 4.10)

Observe que Jesus, o sumo sacerdote, foi a propiciação pelos nossos pecados. Isto significa que Ele levou sobre si, na cruz, os nossos pecados (1 Pe 2.24) como um sacrifício público (Rm 3.25). E por meio deste sacrifício, fomos purificados de nossos pecados ( 1 Jo 1.7). Não é o sangue que Jesus suou no Jardim que nos purifica, mas o sangue que foi derramado na exibição pública do sacrifício na cruz. É por isso que as Escrituras dizem: "O objetivo dele era (...) reconciliar com Deus os dois em um corpo, por meio da cruz, pela qual ele destruiu a inimizade." (Ef 2.15-16)

Conclusão

Para começar, há tanta coisa errada com a teologia mórmon (pluralidade de deuses, mãe-deusa, homens que se tornam deuses, manter os mandamentos para ser perdoado, etc) que não há surpresa em saber que o Mormonismo coloca a ênfase da obra redentora de Cristo no Jardim do Getsêmani, em vez de na cruz.

"Por causa da redenção de Jesus Cristo, toda a humanidade, tantos quantos existirem, serão redimidos. O Salvador começou a derramar seu sangue por toda a humanidade, não na cruz, mas no Jardim do Getsêmani. Ali, Ele levou sobre si o peso dos pecados de todos os que um dia viveriam. Debaixo daquela [página 6] pesada carga, Ele sangrou por cada poro", (His Mission and Ministry," New Era, Dez. 1999, p. 4, 6, ênfase minha) (Tradução livre).

"Jesus pagou pelos nossos pecados quando agonizou no Jardim do Getsêmani", (Laurel Rohlfing, "Sharing Time: The Atonement," Friend, Mar. 1989, p. 39).

Erros surgem de erros. Se tão somente a Igreja Mórmon se arrependesse de suas falsas doutrinas e viesse a ter o conhecimento salvador de Jesus Cristo, o verdadeiro Jesus Cristo, aquele que levou os nossos pecados sobre o seu corpo na cruz, redimindo-nos gratuitamente, então os mórmons poderiam também usufruir do perdão gratuito de pecados conquistado por Cristo. Em vez disso, devido às doutrinas erradas do Mormonismo a respeito de Deus e da salvação, os mórmons ainda estão debaixo da lei. É exigido deles que obedeçam todos os mandamentos para que recebam a recompensa da obra redentora de Cristo.

"Aceitamos a redenção de Cristo nos arrependendo dos nossos pecados, recebendo o dom do Espírito Santo e obedecendo a todos os mandamentos", (Gospel Principles, Corporation of the President of the Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, 1979, p. 68, ênfase minha) (Tradução livre).

Ninguém é capaz de obedecer a todos os mandamentos, e qualquer tentativa é por sobre si uma carga insuportável de culpa: "Pois quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente." (Tiago 2.10). E "sabemos que ninguém é justificado pela prática da Lei, mas mediante a fé em Jesus Cristo. Assim, nós também cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pela prática da Lei, porque pela prática da Lei ninguém será justificado". (Gl 2.16) Desta forma, não apenas a posição mórmon a respeito da redenção é falsa, mas também a doutrina da salvação. Os mórmons ainda estão, infelizmente, mortos em seus pecados.

O Verdadeiro Evangelho

O verdadeiro evangelho é que Jesus Cristo, que é Deus encarnado, obedeceu por completo todas as leis do Velho Testamento. Ele cumpriu a todas e nunca pecou. Foi necessário que Ele assim fizesse, porque nós nunca seríamos capazes. Pois todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo diante de Deus (Isaías 64.6) - não temos absolutamente nada a oferecer a Deus. A única coisa que temos é o que Cristo fez, e a única forma de recebermos o perdão de nossos pecados é colocando a nossa confiança apenas em Cristo. Contudo, no Mormonismo, Cristo é irmão do diabo, concebido por meio de relações sexuais entre Deus e sua esposa-deusa, que vieram de outro planeta. Este não é o Jesus da Bíblia. Isto é de extrema importância, porque o objeto da fé Mórmon é falso. E como vimos que a doutrina mórmon da redenção também é errada, podemos agora reconhecer mais facilmente que eles estão perdidos.

A salvação, o perdão completo de pecados, não é obtido por meio da obediência às leis e aos mandamentos. O perdão total de pecados vem por meio da fé em Jesus Cristo, o Jesus da Bíblia, não o Jesus do Mormonismo.



por Matt Slick
do Carm.org para o INPR Brasil





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