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Testemunhas de Jeová: preconceito desumano com os que saem

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Durante os 17 anos em que fui testemunha de Jeová, convivi com os mais terríveis tipos de preconceitos. Por exemplo, uma TJ demitiu de sua casa uma empregada doméstica porque deixou de ser membra dessa organização. Um ancião TJ pediu para um pedreiro descontinuar o serviço em sua casa pelo mesmo motivo. Dias atrás, vasculhando notícias pelo youtube, descobri que o mesmo crime aconteceu com outras duas ex-tjs. Assista os vídeos abaixo e responda a seguinte pergunta: valeria a pena aceitar um estudo bíblico com uma seita que faz isso com as pessoas?

Por Que Ex-TJs Foram Demitidas?

Neste primeiro caso, de modo algum quero defender o pecado que ocasionou a exclusão da TJ de sua seita. Mas a tremenda incoerência do caso é que uma TJ poderia, se quisesse, continuar trabalhando para um patrão desassociado, se mantivesse com ele apenas assuntos do trabalho. Perder emprego nunca é bom, não é mesmo? Todavia, quando a TJ é a patroa, então tudo muda. E o que mais me enoja é o discurso maquiado de verdades incompletas. Veja o que ele diz:

"As pessoas que se tornam testemunhas de Jeová, depois se afastam e se tornam desassociadas, elas recebem periodicamente visitas, convidando-a a voltar".





Por que o Ancião TJ não disse que apenas os anciãos da seita podem fazer isso, e que essas visitas são feitas no máximo uma vez por ano para cada desassociado? Para camuflar os fatos, obviamente. Quem não é TJ, e desinformado, ao ouvir a forma como ele explicou imaginaria: "Então as TJs podem conversar com quem sai desassociado da seita, então o caso da demissão em questão foi uma decisão pessoal de uma TJ mal informada". Nada disso! As TJs fazem isso com muita frequência com os desassociados, quando elas são as patroas. Continuando a mentira, o Ancião diz:

"As reuniões das testemunhas de Jeová são abertas e as pessoas são bem-vindas para assistir as reuniões. Mas por outro lado, a pessoa tem a liberdade de não querer mais, então nós respeitamos isso também".

Por que o Ancião TJ não disse que as TJs desassociadas podem frequentar o Salão do Reino, mas ninguém pode nem dizer sequer um "Oi!" a elas? Por que não contou que dependendo a gravidade do pecado que ocasionou a desassociação, os anciãos pedem que os desassociados nem cantem no Salão do Reino junto com outros, pelo menos nas primeiras reuniões a que assistem? Isso é ser bem-vindo? Isso é respeitar as pessoas? Por que não contou também que nem orar pelos desassociados se pode, a não ser quando eles já demonstraram arrependimento suficiente? E aonde a Bíblia ensina essas leis e práticas? Em lugar nenhum!

Assista no próximo vídeo como outra ex-TJ recebeu tratamento parecido, e depois como que a TJ patroa tentou desavergonhadamente enganar a justiça.





O caso de Daniela acima demonstra o que são algumas das doutrinas TJs - uma boa nova que prejudica as pessoas. Daniela havia feito o exame e a entrevista, e estava tudo certo para ela ser contratada. Mas ouviu da diretora da ótica que por Daniela não frequentar mais o Salão do Reino, não teria mais a vaga. Todavia, perante a justiça, a patroa afirmou que a jovem Daniela não preenchia as qualificações de líder, e que levantou a questão da religião porque alguns não trabalham no sábado. Mas a questão do sábado é dos adventistas do sétimo dia, não das TJs.

As TJs fazem de tudo para esconder as verdades sobre as doutrinas que mais chocam. Por exemplo, algumas TJs são programadas a dizer: "Nós apenas não podemos conversar assuntos espirituais com ex-tjs". ISSO É UMA MENTIRA MUITO SEM-VERGONHA! Faça você mesmo um teste: Vá a uma cidade em que as TJs não te conhecem, aborde elas no serviço de casa em casa, e diga que você é desassociado, e que gostaria de conversar com ela sobre o Santos Futebol Clube e a conquista da Copa Libertadores da América. Veja a reação dela. Ou visite o Salão do Reino e diga às TJs ali que você gostaria de conversar com elas sobre culinária ou emprego. Veja como reagirão. Faça este teste com umas vinte TJs, não-anciãos, e tire suas conclusões.

Ao atender TJs em sua casa, lembre-se: Apenas os receba para os ensinarem, não para receber aulas dessa seita. Embora respeitemos a liberdade de culto TJ, bem como a pessoa TJ, não podemos de modo algum trazer para dentro de nossos lares tamanha maldição espiritual. Se um dia você se tornar TJ, e desejar sair de lá, não porque pecou, mas porque se sentiu melhor em outra religião, saiba que todas as TJs conhecidas lhe tratarão dessa forma, não conversando com você. E se seu patrão for TJ, e souber de sua saída, RUA PRÁ VOCÊ! Pense bem na podridão espiritual que uma seita que já mudou 314 vezes de ensinos poderá lhe trazer ou causar. Oremos por elas! E por favor, caso uma pessoa de sua igreja abandone a fé para ser TJ, não a demita, nem a recrimine. Ame-a, pois poderá ser apenas momentos de fraqueza preenchidos por algo que parece ser bom. Ore para que a "ficha caia".



por Fernando Galli
do IACS para o INPR Brasil



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As Testemunhas de Jeová e a vida em dois mundos
Como as Testemunhas de Jeová tratam seus ex-membros





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As Testemunhas de Jeová e a vida em dois mundos

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O diretor do INPR me pediu uma análise sobre o filme To Verdener – em tradução livre seria algo como Dois Mundos. Confesso que achei um link com o filme inteiro no YouTube mas não deu pra ver todo, horário de trabalho. Mas assisti bastante e li diversos comentários: alguns apoiando a tese do filme; outros discordando e declarando amor irrestrito ao segmento religioso Testemunhas de Jeová.

Em uma das cenas a heroína do filme conta ao pai que dormiu na casa do rapaz, mas que nada aconteceu. Imediatamente ele diz: você está abandonando Jeová, temos que falar com os anciãos. Creio que é aqui que tudo está enraizado. Um pai não precisa falar com os anciãos sobre os dilemas de sua filha. Ele precisa amá-la.

As pessoas que são do grupo “Testemunhas de Jeová” são submetidas a este tipo de controle continuamente. A vida interna da família é rigidamente controlada pela direção da liderança da seita. Até porque eles afirmam ser a unica religião verdadeira de Deus na terra. Desta forma exercem um poder e um controle sem precedentes sobre seus afiliados.


Aldo Menezes nos conta em seu livro que ao cair em profunda crise existencial em dúvidas sobre os TJ’s, reuniu-se com um ancião. Este não conseguiu responder à maior parte de seus questionamentos, especialmente aqueles referidos ao Corpo Governante (líderes máximos residentes nos EUA).

Fecho a questão dizendo o seguinte: o filme nos mostra uma realidade clara – os TJ’s vivem num mundo a parte. Com regras próprias e deturpadas da Bíblia. Afirmam ser cristãos, mas negam uma oração de Cristo: não peço que os tire do mundo, mas que os livres do mal. São abertamente sectários e tristemente controladores. Muitos irão dizer que não é verdade. Mas uma seita que datou o retorno de Cristo várias vezes e que não aceita ser questionada sobre isto não tem muito o que dizer em defesa própria.



por Marcus Vinícius
editor de Mídia do INPR Brasil




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Porque não é bíblica a desassociação (II)

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Quanto ao texto de 2 Tessalonicenses 3:13-15, eu aconselho a seguir o mesmo sistema de leitura exegética, ou seja, a ler o contexto inteiro: “Mas, se alguém não for obediente à nossa palavra por intermédio desta carta, tomai nota de tal, parai de associar-vos com ele, para que fique envergonhado. Contudo, não o considereis como inimigo, mas continuai a admoestá-lo como irmão”.

Nesse caso, não se trata de desassociação, de expulsão, mas dos casos em que um membro da congregação age de forma desobediente. É quase uma “repreensão” como as Testemunhas usam o termo, caso este em que a pessoa não será mais bem vinda a nenhuma reunião social, isto é, a eventos associativos. Se levássemos ao pé da letra, a pessoa realmente deveria ficar “envergonhada”, desde que fosse exposto a partir da tribuna, para todos saberem, que ele ou ela estaria “sob nota”. Mas nem isso as TJ’s fazem direito, pois o processo, na maioria das vezes (ou seja, salvo raras exceções) corre todo em segredo pelo corpo de anciãos.

O que Pascoal, Sebastião, eu e outros questionamos não é a prática da exclusão dos membros em si mesma, que é legítima em qualquer tipo de associação, como disse anteriormente, mas A FORMA COMO ESTE ESTATUTO ESTÁ REDIGIDO E É APLICADO. Trata-se de um flagrante desrespeito aos direitos humanos e uma ofensa a Deus. Entre os abusos que são feitos está a aplicação hedionda e mal direcionada do que Davi disse no Salmos 139:21-22. A Sentinela 15 de março de 1996, p. 16 par. 6, no artigo “Como passar na prova da lealdade”, coloca os desassociados no mesmo pacote dos piores inimigos de Jeová, de pessoas do mundo, desviados e incorrigíveis, ao dizer:

“Queremos ter a lealdade que o Rei Davi evidenciou ao dizer: “Acaso não odeio os que te odeiam intensamente, ó Jeová, e não tenho aversão aos que se revoltam contra ti? Odeio-os com ódio consumado. Tornaram-se para mim verdadeiros inimigos.” (Salmo 139:21, 22) Não queremos confraternizar com pecadores deliberados, porque não temos nada em comum com eles. Não deve a lealdade a Deus impedir que mantenhamos contatos sociais com tais inimigos de Jeová, quer em pessoa, quer por meio da televisão?”(grifo meu)

Detestável. Ao invés de buscar fazer como o Pastor em Lucas, capítulo 15:1-7, que deixa as 99 ovelhas para correr em busca da perdida, o Corpo Governante manda que pessoas, seres humanos, muitas vezes sem forças nem para retornar para os braços de Deus, para a comunhão com Ele, sejam ignoradas e tratadas com ódio! Imagine! Tudo isso em oposição ao que Deus diz, que devemos ter amor ao perdido, acolhê-lo, aconchegá-lo, para ver se ele retorna de seus maus caminhos (Isa. 55:6, 7; Eze. 33:11; Mal. 3:7).

Conheço casos de pessoas que estão há anos fora das Testemunhas de Jeová e querem até retornar, mas se sentem fracos, sem energia para isso. Algumas me contaram que gostariam que houvesse um programa oficial de ajuda a essas pessoas, mas, ao contrário, as congregações as ignoram. Se ao menos tivessem apoio de suas famílias...! Mas nem isso! Membros das famílias imediatas, que moram na mesma casa, devem apenas conversar o mínimo com essas pessoas, e os que não moram com eles, nem isso! Como uma pessoa se sente nessa situação? Não conheço pessoalmente, mas já li a respeito de casos de depressão, síndrome do pânico e até alguns suicídios de pessoas que não conseguiam mais retornar depois de desassociadas e desistiram de tudo.



por Cleber Tourinho

ex-testemunha-de-jeová, professor, linguista, revisor de textos, orientador em Medotodologia da Pesquisa Cientifica e está mestrando em Letras e Linguística pela Universidade Federal da Bahia



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Porque não é bíblica a desassociação (III)

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De fato, as implicações da prática nefasta da desassociação, através da franca distorção de textos bíblicos e do argumento humano tem feito com que pessoas fiquem aprisionadas a um sistema opressor, sem poderem sair dele. Há casos de TJ’s ativas que não creem mais na Torre de Vigia mas não saem da organização temendo o que pode vir a lhe acontecer: ostracismo exacerbado, perda de laços familiares e de amizades de longos anos, exclusão de uma história de vida inteira, além dos casos mais sérios dos que acreditam sinceramente no Corpo Governante e nutrem sensações terríveis de que, caso pequem e sejam expulsos, deixarão de ser amados por Deus, ficarão sem rumo, sem direção, perdidos de si mesmos, afinal, a identidade das Testemunhas não é delas, é eminentemente vinda das orientações da associação Torre de Vigia.

Cristo nos chamou à LIBERDADE

“E Jesus prosseguiu assim a dizer aos judeus que acreditavam nele: ‘Se permanecerdes na minha palavra, sois realmente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará’”. (João 8:31-32).

Se estamos em um sistema em que nos sentimos presos, jungidos, sem poder nos mover, está na hora de refletir melhor sobre o assunto.

Cristo nos chamou para AMAR O PRÓXIMO

“[...] eu vos digo: Continuai a amar os vossos inimigos e a orar pelos que vos perseguem; para que mostreis ser filhos de vosso Pai, que está nos céus, visto que ele faz o seu sol levantar-se sobre iníquos e sobre bons, e faz chover sobre justos e sobre injustos. Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem também a mesma coisa os cobradores de impostos? E, se cumprimentardes somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem também a mesma coisa as pessoas das nações? Concordemente, tendes de ser perfeitos, assim como o vosso Pai celestial é perfeito” (Mateus 5:44-48).

Notem o versículo 47 desta passagem "... Se temos que cumprimentar nossos inimigos, imagine os que se desviaram da fé por conta de um pecado que não seja a renúncia ao nome de Jesus! Deus não iria enviar seu Único Filho à toa, muito menos conceder a Graça (benignidade imerecida) e a Salvação se Ele não estivesse interessado em nós do jeito que somos. Somos todos propensos a falhas, e, da mesma forma, indignos de perdão, mas Jeová quer que nos amemos! É tão simples! Lendo os Evangelhos, você não vê, nem em uma única vez, Jesus evitando alguém por esse ser pecador. Ao contrário, ele ia ao encontro deles! Cristo os amava, os queria ao seu lado, se importava com cada mínimo detalhe de suas vidas, suas lutas, suas angústias, seus medos e fracassos. Isso seria diferente hoje em dia? De maneira nenhuma! Hebreus 13:8 diz: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre”.

Portanto, caro leitor, a nossa bandeira não é contra a religião das Testemunhas de Jeová. É contra abusos relacionados aos direitos humanos básicos e constitucionais. É contra as famílias que são despedaçadas por práticas religiosas desnecessárias e antibíblicas.

Apesar de sabermos que há erros flagrantes de interpretação bíblica e de modo de vida entre as Testemunhas, eu, pessoalmente, sei que não há como parar de forma séria e comedida sua organização. Porém, há um ditado que meu pai me dizia em vida: “O mal por si se destrói”. Creio sinceramente que um dia, de alguma forma, os males internos da organização da Torre de Vigia serão expostos de forma muito ampla, e, de dentro para fora, as coisas começarão a mudar. Há muito gente lá dentro que não deveria realmente estar, e precisam sair e se encontrar de fato com Cristo Jesus, como eu me encontrei um dia (2 Timóteo 2: 19; Atos 18:7-11).

Espero que você tenha lido com atenção este longo texto construído por mim, que faz parte do livro que tenho planos de concluir, falando sobre a desassociação. Qualquer dúvida, pode escrever diretamente para mim, ao meu e-mail ctsantana@gmail.com.


por Cleber Tourinho

ex-testemunha-de-jeová, professor, linguista, revisor de textos, orientador em Medotodologia da Pesquisa Cientifica e está mestrando em Letras e Linguística pela Universidade Federal da Bahia



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Testemunhas de Jeová: Por que vocês escondem o jogo?

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Você já viu alguém tocar a campanhia de sua casa, no domingo de manhã, bem na hora que você se levantou para ir ao banheiro e decidir que vai dormir mais porque a EBD da sua igreja é sem vida, e você então abre a janelinha da porta de entrada e diz: São eles!? Eu gosto de evangelizar as TJs com amor, não com sono, porque vira pesadelo. Sabe, eu considero o método de "evangelismo" dessa seita um dos mais ardilosos entre tantas outras. Sabe por quê? Porque eles jamais põem as cartas na mesa. Deveriam, com toda a honestidade, apresentar-se da seguinte forma: - Bom dia! Tudo bem com você? Meu nome é Charles e o do meu companheiro é Russell. Estamos nesta manhã falando com seus vizinhos e é um prazer conhecê-lo. Gostaríamos muito de que o senhor se tornasse Testemunha de Jeová, porque nós somos um grupo com as seguintes crenças:· Só nós somos a única religião verdadeira e, por isso, se Jesus voltasse hoje, apenas 1 em cada 1.000 pessoas poderia ser salva.

· Somos um povo que recusa doar sangue ou receber uma transfusão de sangue. Inclusive, se o senhor desejar armazenar seu próprio sangue para usar numa cirurgia 15 dias depois, não poderá fazê-lo.

· Todavia, aceitamos remédios feitos com frações de sangue dos outros, mas nós mesmos não doamos sangue para ajudar a fabricar esses remédios para beneficiar outras vidas.

· Agora, preste atenção nisso senhor: Nós somos a única religião no mundo que já mudou 314 vezes de ensinos, ou até mais, porque a Bíblia diz que a luz brilha para o justo mais e mais, até ser dia (Provérbios 4:18), assim, se mudamos de ensinos é porque a luz de Jeová está sobre nós, não sobre as outras religiões.

· Outra coisa importantíssima sobre nós, senhor: Nós não comemoramos aniversários natalícios, natal e ano novo, e nem aceitamos presentes referentes a essas festividades, a menos que nos sejam dadas no dia seguinte. Assim, nem bolo de aniversário, ou ovo de páscoa, comemos no dia dessas celebrações, pois são coisas do diabo, de origem pagã. Todavia, usamos alianças de casamento e vestidos de noiva, cujas origens são pagãs também, mas perderam seu significado religioso.

· Somos a única religião no mundo que já previu, por zelo e confiança na Bíblia, a volta de Jesus para 1914, 1925 e 1975, inclusive, na última vez, em 1975, alguns dos nossos tiveram tanta fé em Jesus que chegaram até a dizer: "Se Jesus não voltar em 1975, a Bíblia é mentirosa", e outros chegaram a vender seus bens, principalmente em 1974, para gastar seu dinheiro com a pregação de casa em casa nos últimos meses antes de Jesus voltar. Que zelo, não acha?

· Senhor, não que pretendamos cansá-lo, mas somos a religião verdadeira porque ensinamos nossos irmãos a não irem nas guerras, expulsando inclusive uma TJ que se tornar policial, porque policial serve ao diabo. Mas olha que Deus maravilhoso que adoramos: Deus permite que a gente, quando nossa casa está sendo assaltada, chame a polícia, ou seja, o servo do capeta para prender e se precisar até matar o bandido! É verdade! Não é maravilhoso servir a Jeová, que usa até os servos do capeta para prender ou matar quem rouba da gente?

· E sobre o Tiro-de-Guerra, ou servir ao Exército, Marinha ou Aeronáutica? O senhor nem faz ideia do que pensamos! Quando nossos jovens vão se alistar, entramos com pedido de eximição à prestação do Serviço Militar, porque quem tem a reservista tem um documento do Diabo, pois significa que está alistado para guerrear se for necessário. Com isso, já aconteceu de muitos de nossos jovens perderem os direitos políticos, não poderem concorrer a vagas públicas, e perdem tudo isso por amor a Jeová. Mas nem tudo é tão ruim! Os nossos anciãos (pastores) que se tornaram TJs depois de seu alistamento militar não precisam entrar nas Juntas de Serviço Militar para cancelarem suas reservistas. Isso não é também maravilhoso?

· Ah senhor, queria tanto falar mais, mas o tempo não nos permite. Quando poderíamos estudar a Bíblia juntos?

Então, você sabe por que as TJs não falam isso na primeira visita? Porque são sinceramente enganadas a esconder sua hipocrisia, seu fundamentalismo e seu orgulho doutrinário. Isso é característico de quem faz lavagem cerebral. Eu sofri isso, na forma de doutrinamento. E sabe o que as TJs responderão diante do que escrevi acima? Que nós escondemos a verdade também, por não revelar de "cara" que há pastores ladrões, maçons, falsos profetas em nosso meio. Todavia, a Bíblia não ensina a ser assim, por isso nos atemos às verdades, não ao comportamento incorreto. E as TJs - Será que "de cara" falam no que creem e praticam? Graças a Deus fui liberto "disso", mas amo as TJs.



por Fernando Galli
do IACS para o INPR Brasil





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Quem tem medo da apostasia? (II)

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Outro exemplo é retirado da Sentinela de 1º de maio de 2000, p. 9-10:

Alguns apóstatas usam cada vez mais alguma forma de comunicação em massa, inclusive a Internet, para divulgar informações falsas sobre as Testemunhas de Jeová. Em resultado disso, quando pessoas sinceras pesquisam nossas crenças, elas podem encontrar casualmente propaganda apóstata. Até mesmo algumas Testemunhas inadvertidamente se expuseram a esta matéria prejudicial. Além disso, os apóstatas participam ocasionalmente em programas de televisão ou de rádio. Qual é o proceder sábio a seguir nestes casos?

O apóstolo João orientou os cristãos a não acolherem apóstatas na sua casa. Ele escreveu: “Se alguém se chegar a vós e não trouxer este ensino, nunca o recebais nos vossos lares, nem o cumprimenteis. Pois, quem o cumprimenta é partícipe das suas obras iníquas.” (2 João 10, 11) Evitarmos todo o contato com esses opositores nos protegerá do seu modo corrupto de pensar. Expor-nos aos ensinos apóstatas divulgados pelos diversos meios de comunicação moderna é tão prejudicial como acolher o próprio apóstata na nossa casa. Nunca devemos permitir que a curiosidade nos leve a tal rumo calamitoso! — Provérbios 22:3

Pois bem, diante de tais exemplos, torna-se claro que as testemunhas são desestimuladas peremptoriamente a sequer abrir o Google e colocar a frase “Testemunhas de Jeová”. Não devem nem mesmo ter blogs defendendo sua fé, sabia? Basta ver o caso recente da desassociação do irmão Sebastião Ramos... pesquisem e verão!

No jornal interno “Nosso Ministério do Reino” de setembro de 2007, p. 3, pergunta-se à Sociedade:

Será que o “escravo fiel e discreto” aprova que grupos de Testemunhas de Jeová se reúnam à parte da congregação para realizar pesquisas ou debates sobre a Bíblia?A resposta do Corpo Governante? Leiam:

Não. Mesmo assim, em várias partes do mundo, alguns dos que se associam com a nossa organização formaram grupos para realizar pesquisas independentes sobre assuntos bíblicos. Alguns fazem parte de grupos que pesquisam o hebraico e o grego usados na Bíblia a fim de analisar a exatidão da Tradução do Novo Mundo. Outros pesquisam assuntos científicos relacionados à Bíblia. Esses grupos criam páginas na internet e salas de bate-papo que têm por objetivo trocar idéias e debater seus pontos de vista. Também organizam palestras e produzem publicações para divulgar suas conclusões e complementar o que é transmitido em nossas reuniões cristãs e publicações.

[...] Certamente somos gratos pelas provisões espirituais de Jeová nestes últimos dias. Assim, “o escravo fiel e discreto” não apóia quaisquer publicações, reuniões ou páginas na internet que não sejam produzidas ou organizadas sob a supervisão dele. — Mat. 24:45-47. (grifos meus)

Revoltante, não é? Como pode uma organização que diz possuir “o maior programa de educação bíblica de todos os tempos”, com representantes em mais de 200 países, desencorajar que pessoas sinceras se reúnam para compartilhar entre si das preciosas verdades bíblicas e aumentar seus conhecimentos sobre Deus e seu Reino?


por Cleber Tourinho

ex-testemunha-de-jeová, professor, linguista, revisor de textos, orientador em Medotodologia da Pesquisa Científica e está mestrando em Letras e Linguística pela Universidade Federal da Bahia



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Quem tem medo da apostasia? (III)

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Eu particularmente acho que é receio de que várias mentes juntas acabem encontrado algo que eles querem esconder... porém, segundo a liderança da seita, eles estão alertando para a proteção contra a apostasia. Pois até hoje milhões de Testemunhas de Jeová se submetem a isso. Não podem debater suas ideias. Não podem discordar. Não podem pensar por si mesmas. Quem faz o contrário é taxado de independente, de fraco na fé, de prospectivo apóstata. Lembro-me de que certa vez foi realizada uma breve reunião comigo e com dois anciãos, antes mesmo de eu me batizar, pelo simples fato de eu ter falado com alguns irmãos que achava a teoria do Big Bang coerente com o criacionismo. Quase me disciplinam por isso! O mais interessante é que, dois anos depois, foi lançado o livro “Existe um Criador que se Importa com Você?”, no qual o Corpo Governante diz ser possível imaginar o Big Bang como uma forma de Deus ter criado o Universo...

Pois voltando ao nosso foco, fica uma pergunta no ar: será que, se você tem a verdade, está convicto disso, sabe que nada a pode abalar, que não você mesmo enquanto pessoa, mas as convicções que possui, o que, então, pode te desviar do caminho? Há uma frase muito que diz que “a verdade não teme a mentira”. Além disso, em 2 Coríntios 13:8, diz Paulo: “Pois, não podemos fazer nada contra a verdade, mas somente a favor da verdade” (NM), ou, conforme a ARC: “Porque nada podemos contra a verdade, a não ser em favor da verdade”. Então, por que esse medo todo? A fim de dizer que ninguém deve entrar em contato com pensamentos contrários ao da Sociedade, o Corpo Governante usa o texto de 1 Coríntios 10:12: “[...] quem pensa estar de pé, acautele-se para que não caia”. Mais uma vez, usa-se um texto isolado, pois Paulo fala neste capítulo sobre as tentações mundanas, carnais, idolatrias, etc., o contexto não tem nada a ver com o aspecto espiritual ou intelectual, o debate sadio sobre crenças e valores cristãos.

Para redarguir esse texto, eu utilizo duas passagens significativas escritas pelo apóstolo Paulo. A primeira está em 2 Coríntios 10:4, 5 (NM):

“Porque as armas de nosso combate não são carnais, mas poderosas em Deus para demolir as coisas fortemente entrincheiradas. Pois estamos demolindo raciocínios e toda coisa altiva levantada contra o conhecimento de Deus; e trazemos todo pensamento ao cativeiro, para fazê-lo obediente ao Cristo”.

Ora, aqui estamos vendo a verdadeira posição do cristão que tem convicção de sua fé diante da apostasia: realizar um verdadeiro combate espiritual. Demolir os raciocínios contrários ao Cristo. Isso exige conhecimento de causa. Pesquisa. Análise do inimigo. Embate frontal. Experiência espiritual. Nada de medo! Nada de fraqueza, nem covardia!“Porque Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de poder, e de amor, e de bom juízo. Portanto, não te envergonhes do testemunho a respeito de nosso Senhor, nem de mim, prisioneiro pela causa dele, mas participa em sofrer o mal pelas boas novas, segundo o poder de Deus” (2 Timóteo 1:7-8). “Mas, quanto aos covardes [...] terão o seu quinhão no lago que queima com fogo e enxofre. Este significa a segunda morte.” (Apocalipse 21:8). Que poderosa ilustração! Reduzir o pensamento apóstata, isto é, que se desviou do conhecimento de Deus, do amor de Cristo, à condição de cativo. Esmiuçá-lo, destruí-lo, destroçá-lo!

O próximo texto é o de Romanos 8:31-37. Nele, Paulo fala que, não importa o tipo de provação que os cristãos passem, eles podem estar certos de que, no final, seremos “mais que vencedores” (ARC) ou “[...] em todas estas coisas estamos sendo completamente vitoriosos, por intermédio daquele que nos amou”. Veja só, que certeza espiritual fortíssima! Então, para que o medo? Para que o desespero?

O Corpo Governante diz que as TJ’s devem confiar em absoluto apenas em seu “alimento no tempo apropriado”, que muitas vezes, ao longo da história, teve o cardápio substancialmente modificado. Dizem que, se houver dúvidas, devem pesquisar apenas as publicações da Sociedade. Pois bem. Na categoria de educador, desafio qualquer pessoa a dizer que conseguiu aprender algo sobre um assunto desafiador e vital apenas por ouvir falar, pela boca de terceiros, sem ir diretamente à fonte, caso esteja disponível. É como dizer que sabe tudo sobre Paulo Freire lendo apenas os livros de Moacir Gadotti, sem nunca ter saboreado a “Pedagogia da Autonomia”, ou que conhece o pensamento filosófico de Nietzsche apenas através das aulas de Oswaldo Giacóia Júnior, sem, contudo, ter tido acesso ao “Assim falou Zaratustra” ou ao delicioso “Humano, Demasiado Humano”... Isso seria, no mínimo, desonestidade intelectual. Além do mais, a própria Palavra de Deus diz:

“Quando alguém replica a um assunto antes de ouvi-lo, é tolice da sua parte e uma humilhação” (Provérbios 18:13, NM).

“Pleiteia a tua própria causa com o teu próximo e não reveles a palestra confidencial de outrem; para que não te envergonhe aquele que escuta e não se possa revogar o relato mau da tua parte” (Provérbios 25:9-10, NM).

Portanto, se você está lendo agora este texto e ainda é Testemunha de Jeová, saiba que já está em contato com o que a Sociedade considera “apostasia”, mas que, na realidade, não é nada mais, nada menos, que uma forma diferente de ver os pontos de vista da religião da Torre de Vigia. Lembre-se de que está provado, sem sombra de dúvidas, de que as Testemunhas não possuem dogmas, no sentido de serem “verdades absolutas, definitivas, imutáveis, infalíveis, inquestionáveis e absolutamente seguras sobre a qual não pode pairar nenhuma dúvida”. A “verdade” da Organização da Torre de Vigia muda a todo o tempo. O que hoje é aceito, amanhã pode ser totalmente modificado. Assim, você pode, sim, questionar, debater, perguntar, duvidar e, principalmente, orar a Deus pedindo ajuda para resolver suas questões mais íntimas quanto ao que crê como sendo certo.

Não tenha medo de consultar outras fontes, sejam elas no Índice das Publicações da Torre de Vigia, no CD-Rom da WatchTower Library, ou mesmo no Google. Seja honesto com você mesmo. Aprenda por si mesmo. Deixe Deus te direcionar, e não uma classe de homens velhos que nem sabem direito o que é o dia-a-dia de lutas que você enfrenta para servir ao Deus Verdadeiro, pois passam o tempo todo viajando pelo mundo ou em seus gabinetes refrigerados resolvendo assuntos que não têm a mínima ideia do que significa e modificando a existência de pessoas que eles nunca viram na vida. Acima de tudo, siga o conselho de 1 João 4:1 (NM): “Amados, não acrediteis em toda expressão inspirada, mas provai as expressões inspiradas para ver se se originam de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora”.

E se você ainda tem medo da “apostasia”, tome para si a seguinte determinação:

“Tenho posto a minha confiança em Deus. Não temerei. Que me pode fazer o homem terreno?” (Salmos 56:11, NM).


Graça e Paz,


por Cleber Tourinho

ex-testemunha-de-jeová, professor, linguista, revisor de textos, orientador em Medotodologia da Pesquisa Cientifica e está mestrando em Letras e Linguística pela Universidade Federal da Bahia



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As falsas profecias das Testemunhas de Jeová

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As testemunhas fazem muitas afirmações na tentativa de converter você para a fé deles. Eles dizem ser a única igreja cristã verdadeira, ser os únicos representantes de Deus, ter o único ensino bíblico correto e de serem os únicos verdadeiros anunciadores do reino vindouro de Jeová.

Se eles fossem a única igreja verdadeira e a única voz verdadeira da palavra de Deus então o que eles dizem deveria ser comprovadamente verdade, especialmente em se tratando de profecias. Quanto a predizer o futuro, a organização Torre de Vigia falha miseravelmente.

Lembre-se de Dt 18:22: "Quando o profeta falar em nome do Senhor e tal palavra não se cumprir, nem suceder assim, esta é a palavra que o Senhor não falou; com presunção a falou o profeta; não o temerás." Se alguém faz uma falsa profecia e diz que vem de Deus, então ele é um falso profeta e nós não devemos dar ouvidos a ele.

As Testemunhas de Jeová declararam que são profetas de Deus? Sim.

Em 1972, a revista Sentinela afirmou que as Testemunhas de Jeová são profetas de Deus.

IDENTIFICANDO O "PROFETA" -- "Jeová tem um profeta para ajudá-los, para adverti-los dos perigos e para declarar as coisas por vir? Estas questões podem ser repondidas afirmativamente. Quem é este profeta? ... Este "profeta" não era um homem, mas era um corpo de homens e mulheres. Era um pequeno grupo de seguidores de Jesus Cristo, conhecidos naquele tempo como International Bible Students. Hoje eles são conhecidos como Testemunhas Cristãs de Jeová ... Certamente, é fácil dizer que este grupo atua como um 'profeta' de Deus." The Watchtower, 4/1/72 (Veja Deut. 18:21)

1899 "... a ‘batalha do grande dia do Deus Todo-poderoso' (ap 16:14), que terminará em 1914 com a comleta ruína do atual estado da tera já começou." The Time Is at Hand, page 101 (1908 edition).

1897 "Nosso Senhor, o Rei indicado, está agora presente, desde outubro de 1874," Studies in the Scriptures, Vol. 4, page 621.

1916 "A cronologia bíblica aqui apresentada mostra que seis grandes dias de 1000 anos, começando em Adão, estão terminando e o grande sétimo dia, o reino de 1000 anos de Cristo, começou em 1873." The Time Is at Hand, page ii, (forward).

1918 "Entretanto, nós podemos, confiadamente, esperar que 1925 será marcado pelo retorno de Abraão, Isaque, Jacó e dos profetas, particularmente daqueles nomeados pelo apóstolo em Hebreus 11, para a condição de perfeição humana." Millions Now Living Will Never Die, page 89.

1922 "A data 1925 é mais distintamente indicada nas escrituras que a de 1914." The Watchtower 9/1/22, page 262.

1923 "Nosso pensamento é que 1925 está definidamente indicado pelas escrituras. Assim como Noé, o cristão de hoje tem muito mais em que basear a sua fé do que Noé tinha para basear a sua fé no dilúvio vindouro." The Watchtower, PAGE 106 4/1/23.

1925 "O ano de 1925 chegou. Com grande expectativa cristãos tem esperado por este ano. Muitos estão confiantemente esperando que todos os membros do corpo de Cristo sejam transformados para a glória celestial durante este ano. Isto pode acontecer ou não. No Seu devido tempo Deus irá cumprir seus propósitos concernentes ao Seu povo. Os cristãos não deveriam estar, estão, ansiosos acerca do que pode acontecer este ano." The Watchtower, 1/1/25, page. 3.

1925 "Era esperado que Satanás tentaria injetar nas mentes dos santos, o pensamento que em 1925 deveriam ver o fim da obra." The Watchtower, Sept, 1925 page 262.

1926 "Alguns anteciparam que esta obra terminaria em 1925, mas o Senhor não estabeleceu isto. A dificuldade é o amigos insuflaram suas imaginações além da razão; e que quando as suas imaginações estouraram em pedaços, eles estavam inclinados a aceitar qualquer coisa." The Watchtower, page 232.

1931 "Existe uma medida de desapontamento da parte daqueles que crêem em Jeová a respeito dos anos de 1917, 1918 e 1925 ... e els também aprenderam a parar de fixar datas." Vindication, page 338.

1941 "Recebendo o presente, a crianças marchando unidas umas às outras, não por um brinquedo ou por um tempo de diversão, mas o instrumento levantado por Deus para a obra mais efetiva nos meses que restam antes do Armageddon." The Watchtower, 9/15/41, page 288.

1968 "Verdade, existiu, no passado, quem predissesse o 'fim do mundo', inclusive especificando uma data. Nada ainda aconteceu. O 'fim' ainda não veio. Eles são culpados de falsas profecias. Por quê? O que estava faltando? ... Estava faltando aquele povo a quem Deus dirige e evidencia que os está guiando e usando." Awake, 10/8/68.

1968 "Por que você está olhando para 1975?" The Watchtower, 8/15/68, page 494.

Uma T.J. poderá dizer que a organização ainda está aprendendo. Se é assim, quanto eles podem confiar naquilo que eles estão aprendendo agora da Sociedade? O que eles estão aprendendo agora não irá mudar depois?

Um verdadeiro profeta de Deus não erra uma profecia. Somente um falso profeta erra. A organização das Testemunhas de Jeová, que proclama ser profeta de Deus, é na realidade um falso profeta. Jesus avisou-nos a respeito, dizendo: "porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos." (Mt 24:24).



por Matt Slick
do CARM.org para o INPR Brasil





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A CCB em crise: escândalos e dissidências dividem adeptos


Conhecida pela maneira ríspida como trata as demais igrejas evangélicas, a CCB completou 100 anos em meio a inúmeras crises e dissidência de adeptos. Sua origem está ligada ao italiano Luigi Francescon, que em 1910 desembarcou em São Paulo e conseguiu reunir um grupo de vinte seguidores e fundou a Congregação Cristã do Brasil. Apesar de fundada em 1910, o nome “Congregação Cristã do Brasil” somente foi dado a Igreja por ocasião da Convenção de 1936, sendo substituída a preposição “do” por “no” Brasil na década de 60.

Com sede no Brás (SP), a CCB rapidamente se espalhou pelo país e em pouco tempo atravessou a fronteira alcançando um número significativo de adeptos. Dados da Pentecostalism Encyclopedia (Enciclopédia Pentecostal – uma publicação americana que monitora o crescimento dos pentecostais no mundo) revelou que já no ano 2000 a CCB ocupava a 6º posição no ranking mundial em número de membros pentecostais. No Brasil, somente era superada pela Assembleia de Deus que à época somava cerca de 8,4 dos quase 26 milhões de evangélicos – a CCB reunia cerca de 2,4 milhões de seguidores.

Não se sabe se por esse motivo ou simplesmente pelas diferenças doutrinárias e de usos e costumes, a CCB evita qualquer tipo de contato com a A.D. Ao se referir a A.D – e também as demais igrejas evangélicas – a CCB utiliza o termo pejorativo de “primos”. Aos que decidem frequentar suas congregações, ordena que sejam novamente batizados e se submetam a regras rígidas de comportamento e de expressão social. Caso seja pego em prática de adultério, o membro é destituído de suas obrigações na Igreja e evita-se qualquer tipo de contato com ele – isso porque, segundo eles, o adultério é um pecado contra o Espírito Santo ao qual não existe possibilidade de perdão.

Dissidências

Interpretações como essas e outras mais são um dos motivos do surgimento de inúmeros grupos dissidentes da Congregação Cristã no Brasil, ainda na década de 50. A primeira ruptura de que se tem notícia ocorreu no alto escalão da CCB, com a saída do cooperador Aldo Ferreti que abdicou do seu cargo para fundar a Igreja Renovadora Cristã. Sua atual sede fica na Vila Madalena (SP) em um prédio cuja arquitetura é semelhante aos templos da CCB.

Amigo de longa data de Francescon, Ferreti denunciou – na noite de 14 de maio de 1952, no Brás – os motivos pelos quais ele decidira abandonar o ministério, como a falta de humildade do Colégio de Anciões e o uso excessivo por parte destes de bebida alcoólica – sendo este um dos motivos que mais preocupavam Ferreti. Seguindo o exemplo da IRC, nos anos seguintes novos grupos dissidentes surgiram da CCB, tais como:

  • Igreja Cristã Remanescente (fundada em 1967 pelo ancião Nilson Santos, em Telêmaco Borba, PR);
  • Congregação Cristã no Brasil Renovada (fundada em 1991 pelo ancião José Valério, em Goiás);
  • Congregação Cristã do Sétimo Dia (fundada em 1993 pelo ancião Luiz Bento Machado, em Santa Catarina);
  • Congregação Cristã Apostólica (fundada em 2001 pelo cooperador Antônio Silvério Pereira, em Aparecida de Goiás, GO. Surgiu de uma fusão da Congregação Cristã no Brasil com a Igreja Renovação Cristã);
  • Congregação Cristã Moriá (fundada em 2004 por Saulo Corcovado Macedo, em Mairinque, SP);

À lista podemos acrescentar também os adenominacionais ou Assembleias Cristãs (grupo de irmãos que se reúnem em casas e possui ministério próprio, embora alguns congreguem na CCB. Sua característica principal é a busca pelo “primitivismo apostólico”, sendo considerado um “movimento de reforma”), a Igreja da Sã Doutrina (fundada no Maringá pelo advogado Laertes Souza), a Congregação Cristã Primitiva (fundada em Goiás e que também promove campanhas pelo retorno à fé primitiva), a Congregação Evangélica Apostólica do Brasil (Imperatriz, Maranhão) etc.

A situação se agrava

Além de dissidências, a CCB se vê às voltas por uma crise que vem se arrastando desde 2000 e que tem causado prejuízos incalculáveis à instituição. De um lado, há os que argumentam haver um “complô” contra o Conselho, enquanto outros dizem possuir evidências que comprovariam corrupção, homossexualismo e prostituição envolvendo o líder máximo da CCB, o ancião e ex - presidente mundial José Nicolau.



No vídeo acima, José Nicolau fala de seu afastamento da CCB


Afastado de sua função no final de 2000, Nicolau – que teria sido alvo de um processo judicial movido por Mário e Lúcio – teve sua credencial definitivamente cassada por ocasião de uma assembléia realizada entre os dias 09 e 13 de abril de 2001, quando Jorge Couri – até então vice – presidente da CCB – interveio para que Nicolau fosse de fato expulso da presidência e abrisse caminho para sua posse. O que de fato ocorreu. Concluído o processo contra José Nicolau, Couri foi empossado como o novo presidente da Congregação Cristã no Brasil e uma nova batalha judicial teve início.

Pessoas ligadas ao ex-presidente da CCB acusaram Couri de ter agido secretamente – e com uso de artifícios mentirosos – para convencer o Conselho a desempossar Nicolau. Tal consta de uma circular e dossiê enviado ao Conselho Nacional de Anciões, na página 30 que reproduzimos em parte.

“Consta que inconformado com a maneira apressada e errada como foi decidido o caso, o saudoso irmão Basílio Gitti, teria proposto rever o assunto logo em seguida, por ocasião da assembléia, realizada nos dias 09 a 13 de abril de 2001, quando seria feito um julgamento responsável.

Porém, sabendo da proposta e da possibilidade do caso ser revisto e a injustiça reparada, JORGE COURI, que era o vice de NICOLAU, de olho na “cadeira da presidência” e sedento para tomá-la a todo custo, tudo fez para embaraçar o reexame da causa. Foi assim, que após incansáveis diligências, localizou SERGIO, ex-motorista de NICOLAU, que havia se mudado para o interior de São Paulo, cidade de Itápolis. Ligou pessoalmente para SERGIO e convocou-o para vir a São Paulo com urgência, onde no interior do apartamento de COURI, começaram as negociações malignas.

Para reforçar as falsas acusações apresentadas anteriormente e aplicar o golpe mortal, COURI teria lançado mão de expediente diabólico, traiçoeiro e criminoso. Aproveitando-se do caráter vulnerável de SERGIO, persuadiu-o após prometer recompensas de todo tipo, inclusive com pagamento em dinheiro, a que aceitasse fazer o papel de mais um falso acusador contra NICOLAU.

O plano foi estabelecido sob as instruções diretas de COURI, que cuidadosamente passou as instruções com todos os detalhes, no interior de seu próprio apartamento; ficando apenas em aberto o preço total da traição. Foram pagos duas parcelas de R$ 5 00,00, pelo próprio COURI e R$ 4.000,00, por seu amigo JEREMIAS GUIDO; enquanto o restante ficou por conta dos depósitos a serem feitos após o cumprimento do acordo.”

Resultado: Jorge Couri foi empossado presidente e José Nicolau seguiu impedido de exercer seu ministério. No entanto, passados alguns dias da posse de Couri, o motorista Sérgio – que segundo a circular teria se arrependido das acusações – procurou o ex-presidente para revelar os detalhes da conspiração criada por Couri e Jeremias Guido. Mesmo após as revelações do motorista, nada foi feito pela Comissão para reverter o quadro.

Há pelo menos 11 anos Couri segue na direção da CCB e enfrenta acusações de desvio de verbas – algo em torno de 20 milhões -, acobertamento de anciões e falsidade ideológica. Juntamente com Jeremias Guido e Sergio Anísio Soares Alves (o motorista), Couri é alvo de um processo impetrado na 8º Delegacia de São Paulo – IP 343/2008, com acusações de estelionato e crime contra a honra. Dois anos antes, o comerciante e membro da CCB de Piedade, José Aparecido da Cruz, foi acusado pelo Ministério Público de ter desviado R$ 19. 962 00 do setor de assistência social da Igreja. Casos como esse demonstram que a corrupção saiu do alto escalão da CCB para se alastrar pelas congregações, havendo até mesmo denúncias de estelionato envolvendo anciões do Japão e em outros países onde a instituição se faz presente (algo em torno de 80).

Além de processos judiciais, Couri também acumulou inimigos dentro e fora da CCB. Grupos reformistas, como a CCB a Verdade – um site criado por anciões que veicula denúncias contra o atual presidente e prega o retorno ao “primitivismo congregacional” – tem deflagrado uma crise sem precedentes dentro da instituição. Mudanças na liturgia – como a proibição de os membros darem glória a Deus nos cultos e a forma de coleta da oferta da piedade – também são motivos de desentendimentos e troca de acusações. Um dossiê completo sobre a crise na CCB pode ser visto no site ccbverdade.com.br e no Scribd.

Não por acaso, a crise vivida pela CCB ocorre em meio às comemorações do centenário – algo semelhante acontece na CGADB, com denúncias envolvendo os líderes da Assembleia de Deus do Belém, como favorecimento da família Bezerra da Costa e problemas nas contas da Convenção. Ambas as instituições fazem parte da chamada “onda Pentecostal” (termo utilizado pela imprensa e estudiosos do pentecostalismo) que demarcaram o início do Pentecostalismo no Brasil, lá pelos idos do começo do século XXI. Por triste coincidência, adentraram ao centenário em meio a uma crise sem precedentes e que promete abrir novas feridas nas duas principais representantes do pentecostalismo brasileiro – embora, como dissemos, existam inúmeras diferenças entre a irmandade e os assembleianos. No entanto, este é um tema para uma futura reflexão.


Johnny Bernardo

é pesquisador, jornalista, escritor, colaborador da revista Apologética Cristã, do jornal norteamericano The Christian Post, do NAPEC (Núcleo Apologético Cristão de Pesquisas), palestrante e fundador do INPR Brasil (Instituto de Pesquisas Religiosas). Há mais de dez anos dedica-se ao estudo de religiões e crenças, sendo um dos campos de atuação a religiosidade brasileira e movimentos destrutivos.

É também o autor da matéria “Igreja Dividida, as fragmentações do Catolicismo Romano”, publicada no final de 2010 pela Revista Apologética Cristã (M.A.S Editora). Assina também a coluna Giro da Fé da referida revista.

Contato
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pesquisasreligiosas@gmail.com







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A CCB em crise - novos fatos aprofundam crise vivida pela Congregação Cristã no Brasil

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A CCB está no epicentro de uma crise que se arrasta por quase 11 anos, e que tem como protagonistas Jorge Couri (atual presidente da instituição), Jeremias Guido (diácono e braço direito de Couri) e o motorista Sérgio. Do outro lado, encontramos José Nicolau - ex – presidente da CCB e vítima do que alguns chamam de “complô do clã Couri”.

Entre os que defendem o retorno de Nicolau à presidência, os sites CCB a Verdade e CCB a Realidade destacam - se não somente pela maneira como apresentam os fatos, mas também por serem os primeiros meios de comunicação a ventilarem de maneira transparente o que se passa por trás da CCB. Detalhe: ambos são coordenados por membros da Congregação Cristã no Brasil. É uma novidade, dada a aversão de alguns anciões ao conhecimento e a cultura de uma maneira geral.

A confissão de Sérgio (“o motorista”)

Sérgio Anísio Soares Alves (o motorista) foi o primeiro a confessar participação na trama, como fica depreendido de uma carta de cinco páginas endereçada a José Nicolau. Nela, revela em detalhes como tudo teria acontecido.

“Bem, tudo começou com um telefonema que eu não imaginaria um dia receber do irmão Jorge Couri, no mês de fevereiro... Ele me disse que chegou até mim porque alguns irmãos lembraram que eu trabalhava para o irmão José Nicolau e andava com ele. Me perguntou se teria acontecido alguma coisa e porque eu parei de andar com o irmão. Disse que não, porque? Porque o que levou-nos a tirar o ministério dele foi que apareceu dois irmãozinhos que disseram e provaram que ele tentou alguma coisa sexualmente com ele e nós. Achamos que podia ter acontecido a mesma coisa com você. Disse que não...”

Convidado para uma conversa em São Paulo, Sérgio foi convencido por Couri de que José Nicolau seria mesmo homossexual e que também estaria envolvido no desvio de verbas da CCB. No entanto – conforme revelou Couri ao motorista – as evidências ainda não seriam suficientes para emplacar uma punição definitiva a Nicolau e que o testemunho dele poria fim ao caso. Foi quando Jorge Couri lhe fez uma proposta indecente.

“Preciso de você porque este fato está consumado, mas tem alguns irmãos que não acreditam ainda. Como muitos viram você em vários lugares com ele, se você falar isto vai ficar encerrado de uma vez e não vai haver dúvidas com os irmãos do ministério (...) Você ficava na casa dele à tarde, não ficava? ‘Sim, eu ficava’. Então você faz isto que você não vai se arrepender. Então o que eu devo falar? É simples, você só vai falar que em uma tarde você estava no quarto descansando, esperando ele se banhar para ir para a igreja, quando ele saiu do banho e falou para você se aprontar e entrou no quarto quando você estava se arrumando e foi se ajoelhando em direção ao seu (...) para fazer sexo oral. Eu falei: Mas irmão, falar isto não é verdade. Eu sei, mas ele fez isto com mais dois e você falando acaba este impasse pelo bem da obra”.

Encerrada a conversa – tendo o motorista aceito prestar falso testemunho contra José Nicolau – Couri lhe ofereceu R$ 500,00 paras as despesas de viagem e afirmou que mais viria caso ele cumprisse com o combinado. Dois dias depois retornou a São Paulo para um encontro com Messias – que curiosamente teria sido seu ancião – e com o cooperador Marcilho. Como da primeira vez, o encontro foi realizado no apartamento de Couri.

“Peguei o ônibus aqui em Itápolis às 02h30 e cheguei 09h00 no Brás. Mais uma vez um irmão me levou até o apartamento dele e quando cheguei lá estavam os irmãos Messias e Marcilho que foram meu ancião e meu cooperador e me conhecem desde que eu era neném de colo e iriam ficar horrorizados ao saber aquilo que o irmão Jorge tinha pedido para mim falar. Então o irmão Jorge disse: Sérgio, conta para eles aquilo que você falou para mim no telefone, e então eu contei o que havia sido combinado, falei do mesmo jeito que ele tinha dito para mim falar. E mais uma vez quando fui me despedir ele me saudou e disse: Deus te abençoe, este é para sua viagem. E pôs no meu bolso e fui embora. O irmão Messias e o irmão Marcilho me levaram na rodoviária e eu fui contar o dinheiro na hora de comprar a passagem e tinha mais de R$ 500,00 e vim embora para Itápolis.”

Segundo o motorista, passada mais ou menos uma semana, Jorge Couri lhe telefonou e pediu que fosse para São Paulo para participar de uma reunião com os anciões. Ainda por telefone, lhe orientou que fosse curto e grosso e que revelasse seu desejo de deixar o Brasil por temer uma possível “represália”.

“Bem, falei para ele que faria aquilo. Fui para SP e fui para o Brás. Quando cheguei lá, estavam todos os anciões e fiquei esperando. Mais ou menos no meio da reunião fui chamado e no púlpito ele me pediu para que contasse para os anciões. Contei e sai. Quando estava vindo embora ligaram para mim e disseram para voltar que tinha outra reunião, fui para o prédio e em uma sala contei para um irmão que não o conheço e eles disseram que era monstruoso e o irmão Jorge disse que já fez isto no convento “Seminário” é por isso que saiu, para fazer aqui. É um lobo em pele de cordeiro.

Quando sai para ir embora, veio o irmão Jeremias Guido, me deu R$ 4.000,00 e falou que Deus tinha preparado e que Deus me abençoe. Vim embora, passados dois dias um irmão que não quis se identificar ligou e falou: vou dar as passagens e arrumar para qualquer lugar, qualquer país que você queira ir”.

O resultado é que o motorista não recebeu nenhuma passagem para o exterior e, mesmo após alguns depósitos feitos por Jeremias Guido, teve de fechar seu negócio – era proprietário de um pequeno restaurante em Itápolis – e entrou em uma grave crise financeira. Sem dinheiro e abandonado por Jorge Couri, o motorista decidiu enviar uma carta ao ex – presidente José Nicolau na qual pede desculpas pelo mal cometido e aponta os responsáveis.

“Irmão, escrevo está carta com lágrimas nos olhos e chorando peço que o irmão em nome do Senhor Jesus me perdoe. Apesar de eu ter sido
só mais um quando o irmão Jorge Couri me procurou já tinham cometido a injustiça com o irmão José Nicolau (...)

Bem irmão, mais uma vez quero pedir perdão por tudo o que fiz o irmão passar mesmo de uma maneira indireta sendo usado para este fim aceitando o que me foi proposto pelo irmão Jorge Couri mais de uma vez. Espero que com esta o irmão consiga que seja feita justiça e já me proponho mais para frente ir ao Brás com o irmão e comprovar na frente detodos a verdade desta sujeira que foi feita contr
a o irmão (...)”

Jeremias Guido

Nove anos depois seria a vez de Jeremias Guido confessar participação no caso "Sérgio (o motorista)" em uma carta enviada aos anciões da CCB, no dia 05 de maio de 2009. Pede desculpas por ter participado das negociações que culminaram com o afastamento de José Nicolau e revela a existência de uma escuta telefônica na qual o motorista confessa ter recebido dinheiro de Jorge Couri.

"O que eu não posso deixar passar, é que somente meu nome fique em publico como a única pessoa que pagou ao Sérgio para acusar o irmão Nicolau, até porque no dossiê tem uma gravação do Sergio conversando comigo. Quando o Sergio diz que o irmão Jorge Couri colocou dinheiro no bolso dele, quando ele esteve na casa do irmão Jorge, isso realmente aconteceu, pois o próprio irmão Jorge Couri me disse que fez isso."

A retratação de Guido somente ocorreu após a abertura de uma investigação policial em 2008, que revelou detalhes da trama. A escuta telefônica – que narra conversas entre Sérgio e Guido – é uma das principais provas contra o atual presidente da CCB, seguida pela quebra do sigilo bancário e fiscal do motorista. Click aqui para ouvir a escuta telefônica.

Denúncias

Talvez uma das principais acusações que recaem sobre Jorge Couri, seja a de estelionato e falsidade ideológica – acusações essas investigadas desde 2008, pela Receita Federal e Ministério Público Federal. A carta enviada ao Conselho Nacional de Anciões - que pede a saída de Couri - traz detalhes surpreendentes da investigação.

“O caso Nicolau já está sob investigação criminal na Delegacia de Polícia do 8º Distrito de São Paulo - IP 343/2008, onde os três acusados, Jorge Couri, Jeremias Guido e Sergio Anísio Soares Alves, estão respondendo por crimes de estelionato, falsidade ideológica e crime contra a honra. Em não havendo retratação, certamente será mais um caso a ser levado a diante, às barras dos tribunais. Não é possível que em pleno ano de 2008, num país onde vigora o estado democrático de direito, um ancião que dedicou grande parte de sua vida a servir a Deus, venha a terminar seus dias sendo tão massacrado pelos próprios irmãos de fé e nenhuma decisão seja tomada para reparar os estragos.

Por envolver dinheiro sujo, o fato foi levado também ao conhecimento da Receita Federal e Ministério Público Federal, juntamente com outros episódios envolvendo irmãos de ministério, por desvios de dinheiro; tendo-se em vista sonegação fiscal e falsidade ideológica, infração administrativa e criminal de competência da Receita e Justiça Federal - cópias anexas.”

Não podendo mais criar mecanismos de defesa, Jorge Couri decidiu colocar sobre Jeremias Guido a responsabilidade pela quebra na receita da CCB. Na carta enviada ao CNA, fica claro.

“Para Jeremias Guido, que se apropriou de dinheiro da igreja, durante a vida toda (conforme ele mesmo declarou ao delegado), o tratamento foi diferente. Vejam as afirmações constantes da ata (cópia anexa), feitas por Jorge Couri: “... temos que levar ao conhecimento do ministério, com grande dor e muito pesar em nosso coração, a respeito do ministério do nosso irmão Jeremias Guido, diácono desta Congregação. Alguma coisa sucedeu, não na Obra da Piedade, mas na Distribuidora de Bíblias,...” – “...Oremos por este nosso irmão para que o Senhor o mantenha firme na Graça, ele e sua família...”

Teria Couri motivos plausíveis para justificar tanta dor e tanto pesar por afastar um diácono que comprovadamente furtou dinheiro da igreja, inclusive confessando? – Será que esse “amor” pelo amigo de todas as horas, inclusive para as falcatruas, dentre as quais respondem juntos a dois inquéritos na polícia, seria pelo dom de Deus? Se Nicolau fosse culpado e tivesse confessado seu pecado, merecia ser tratado com tanta crueldade?”

Teria sido essa uma tentativa de abafar o caso? Tudo é possível, desde que lembramos que Jorge Couri teve papel central no caso Sérgio (“o motorista”) que em poucas semanas embolsou cerca de vinte mil reais – cuja origem, ressaltemos, não foi definitivamente estabelecida. O fato é que com Couri na presidência o número de anciões e demais membros do Ministério presos ou acusados pelo Ministério Público mais que quadriplicou nos últimos anos. Jeremias Guido – que durante anos trabalhou ao lado de Jorge Couri – teria sido quem mais desviou dinheiro da CCB, conforme consta na carta enviada ao CNA.

“O ex-diácono Jeremias Guido, confirma ter se apoderado do valor de R$ 75.000,00, embora na contabilidade se tenha apurado depois da investigação policial, que se tratava de R$ 70.006,59 (Inquérito nº 38/2006; que deu ensejo ao Processo crime - DIPO 3 - Seção. 3.2.4 050.06.24064-4 - Proc. 1670/2006 - 16ª Vara Criminal de São Paulo).

Jeremias afirma em seu interrogatório na Delegacia de Policia: “... Quanto a alegação feita no histórico do boletim de ocorrência, esclarece que nesse setor bíblico, era um dos encarregados...” – “...e em razão disso acabou por locupletar - se da importância de R$ 75.000,00 (setenta e cinco mil reais), e esse valor foi acumulando ao longo dos anos, num período de cerca de cinquenta anos...”

Jorge Couri, ao ser interrogado perante o delegado afirmou: “... Jeremias Guido, em razão deste desempenhar a função Supervisor do Fundo Bíblico na Igreja, pelo período de trinta anos, onde também trabalhava seu filho Rubens Guido, e este, sem o consentimento da administração da igreja fez vales num montante aproximado a R$ 75.000,00 (setenta e cinco mil reais), ...” – “...apesar de haver se comprometido em ressarcir esses valores à igreja, até a presente data não o fez, desconhecendo o declarante os motivos pelo qual assim agiu. O declarante esclarece que a pessoa do Sr. JEREMIAS é uma pessoa idosa, e acha que ele tenha feito tal coisa em razão de suas dificuldades financeiras, e o esquecimento em resolver a situação, talvez tenha a ver com a sua idade, esclarecendo também que as pessoas dos anciães e diáconos que prestam serviços junto à igreja não são remunerados pelos trabalhos...” diáconos que prestam serviços junto à igreja não são remunerados pelos trabalhos...”

Além de Jeremias Guido, o documento cita pelo menos três outros casos de desvio de verbas da CCB, praticados por integrantes do Ministério.

“Sorocaba: O ex-diácono Rodolpho Affonso, confirma ter se apoderado do valor de R$20.052,85 (Inquérito Policial nº 51/06 - 10º Distrito - sendo denunciado - Proc. 1298/2006 - 2ª Vara Criminal)”.

“Votorantim – Foi instaurado inquérito contra o diácono João Valim dos Santos (IP 47-06 - 3º Distrito); o qual teria desviado todo o dinheiro que retirava mensalmente para ser entregue a uma viúva pobre, que faleceu meses depois. O dinheiro nunca chegou à destinatária; o que durou cerca de um ano. Aguardam-se novas diligências.”

“Astorga - PR - O secretário da piedade José Aparecido Cruz, se apropriou do valor correspondente a R$ 19.959,09 (IP 16/05), sendo processado e condenado pela justiça de Astorga - PR, a pena de 03 anos e 04 meses de prisão - Proc. 71/2005.”


O documento aponta ainda o desaparecimento de quase R$ 800.000,00 da cozinha da sede (Brás) em uma única semana, acusações referentes a viagens no Brasil e exterior, uso de notas falsas e compras superfaturadas. Também merece nota a venda não – autorizada de templos da CCB, como a ocorrida em Cascavel (PR) cujo desvio do preço final foi de R$ 170.000,00.

A CCB está mudando

Além da crise financeira vivida pela CCB – que envolve desvio de altas somas de dinheiro -, há também uma crise de identidade. Não somente os grupos dissidentes, mas também um número cada vez maior de membros pedem uma reforma. Tal sentimento pode ser resumido pela carta de renúncia do ancião Joel Spina que, deve-se ressaltar, é primo de Jorge Couri.

Dallas, 15 de Agosto de 2008

Caros irmãos e irmãs, a paz de Deus esteja convosco.

Desde a minha separação da Congregação Cristã (aqui referida como "CC") em Novembro de 2007, tenho o desejo de informar meus conservos, familiares e amigos mais próximos as razões dessa decisão. Em primeiro lugar quero esclarecer que essa decisão foi tomada depois de prolongada deliberação e muita oração. Não foi feita precipitadamente, de forma reacionária, nem resultado de um evento em particular. Os fatores que provocaram essa decisão se dividem em duas categorias: _ Pontos de doutrina e costumes que estou em completo desacordo com a maioria do ministério da CC;

O comportamento e posicionamento do ministério senior da CC. Há vários pontos de doutrina e fé que estou em total desacordo com a CC. Mencionarei aqui sòmente os que considero mais fundamentais, por razões de tempo.

1. Os membros da CC acreditam que ela é a graça de Deus na Terra. Como devemos todos saber, esse título e honra pertencem a Jesus Cristo, e somente a Ele. A CC iniciou há pouco mais de 100 anos entre imigrantes italianos nos Estados Unidos, e eventualmente se propagou para outros países como Brasil e Portugal. Considerar essa denominação como a manifestação exclusiva da misericórdia de Deus na Terra é simplesmente um absurdo. Essa hipótese nada mais é do que um desrespeito à Obra de Deus, e a dimensão do Seu poder. A CC é uma denominação cristã, entre muitas outras, na Terra. Uma denominação que infelizmente prima pelo espírito de exclusão, quando o exemplo deixado por Jesus Cristo é de inclusão. O impacto dessa falsa doutrina é muito mais destrutivo do que se pode imaginar inicialmente.

2. Os salvos gozarão vida eterna nos céus graças à misericórdia de Deus manifestada na morte e ressurreição de Jesus Cristo, e não resultante do nosso esforço. Sem dúvida alguma, a Palavra nos ensina que os salvos produzirão frutos de honra, aceitáveis, obras que se aproximam cada vez mais do exemplo deixado por Cristo (somos varas da Videira). Tal aperfeiçoamento é resultante da Obra de Deus na vida dos escolhidos, e não decorrente da capacidade humana. O Espírito Santo que habita nos escolhidos é que produz obras e intenções santas na vida do ser humano.

3. A obra de salvação e santificação do ser humano é feita pelo Espírito Santo: essa é a Obra de Deus. Esse trabalho é feito individualmente, de acôrdo com o plano de Deus. O ministério da CC crê que é sua responsabilidade "santificar" o povo, mostrar o caminho à irmandade. Esse posicionamento totalmente errôneo, de caráter presunçoso, ocasiona a publicação frequente de "mandamentos", "ensinamentos", "tópicos" que tentam dar direcionamento à irmandade quanto ao seu comportamento, modo de vestir, comunicação, etc. Essa é uma manifestação do mesmo espírito que guiava muitos Fariseus na época de Jesus, fazendo com que eles tomassem a Lei, e a aplicassem de uma forma extremista no tratamento com o povo, afim de "santificá-lo". Esse espírito foi veemente e constantemente reprovado pelo Senhor e, no entanto ele é amplamente aceito e estimulado na CC.

Como ilustração do tópico acima, o ministério da CC vai buscar no livro de Deuteronômio uma passagem - numa interpretação completamente errada - para proibir as irmãs de usarem calça comprida;

No mesmo espírito, o ministério vai então até o Novo Testamento, nas cartas de Paulo, para proibir seus membros de praticar esportes, uma vez mais com interpretações totalmente fora de contexto. Isso prova a presença desse espírito farisaico que julga, condena e exclui.

Devemos ressaltar, entretanto, que esse mesmo ministério não aplica a lei do Sábado, dos sacrifícios, e muitas outras do Velho Testamento, tampouco o ensinamento de Paulo que dá preferência ao crentes permanecerem solteiros, entre outros. Se o ministério da CC crê que seremos salvos pela Lei, então pelo menos por consistência, deveria aplicar a Lei na sua totalidade, e não escolher os artigos dessa lei que agradam alguns homens da cúpula ministerial.

4. Os cristãos são alimentados espiritualmente pela Palavra de Deus, que é Jesus Cristo: o Caminho, a Verdade e a Vida. Os serviços religiosos na CC, como em qualquer outra denominação, devem promover reuniões onde Deus seja exaltado e o espírito e a mente dos seus membros seja edificada. Essa edificação é obtida através do conhecimento gradual de Jesus Cristo, isto é, das Escrituras.

A CC sempre foi contrária ao estudo da Bíblia. O princípio - outra vez, totalmente errôneo - é que se o ministério e o povo realmente "examinar" - a palavra estudar se tornou um tabu na CC - a Bíblia, Palavra de Deus, então estaríamos tomando o lugar do Espírito Santo; como se a Palavra de Deus, Jesus Cristo, o Pai, e o Espírito Santo fossem entidades diferentes!

5. Limitados por essa reconhecida ignorância das Escrituras, o que podem então os ministros - anciães e cooperadores - proporcionar à irmandade durante os serviços de culto? Só lhes resta ministrar promessas (erradamente referidas como profecias na CC), testemunhos espetaculares e fábulas, manifestações de emoção e ruído (erradamente atribuídos ao Espírito Santo), etc. Esse comportamento inadequado, baseado em falsas doutrinas, transformou a CC num dos grupos que menos conhece as Escrituras entre os Cristãos. Uma das sérias consequências de tal desconhecimento é a tremenda ênfase na aparência externa dos seus membros, em detrimento do fato fundamental de que a obra de Deus é uma obra de sentimentos, de intenções, espiritual.



por Johnny T. Bernardo
do INPR Brasil




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CCB: Os mitos criados pela ”obra de Deus”

- 3 comentários
Criar mitos para manter as pessoas dentro de uma escravidão espiritual e psicológica, não é próprio de genuínos servos de Deus. Situações como essa revela a profunda necessidade que existe de uma reforma dentro da Congregação Cristã no Brasil (CCB).

Temos tido notícias e acompanhado o êxodo crescente dos membros da CCB para as denominações evangélicas, e grupos cristãos de reforma. Isso vem acontecendo na medida em que os olhos da irmandade vão sendo abertos através da compreensão clara da verdadeira mensagem do evangelho deixado pelo Filho de Deus, e da realidade da abrangência e universalidade do Corpo de Cristo, Sua Igreja. Esse fato tem incomodado os dirigentes e mentores da CCB, principalmente porque haviam criado uma série de mitos, que provaram não serem verdadeiros. Esses mitos eram utilizados para promoverem uma falsa segurança psicológica, e manter o indivíduo preso a um sistema fechado, preconceituoso e de controle mental ferrenho. Quais são esses mitos, e como foram desmascarados?

Mito 1: “Alguém só sai da CCB se estiver no pecado"

Com isso em mente, todo aquele que saía acabava sendo rejeitado por toda irmandade, mesmo que a grande maioria não fosse pelo motivo apontado acima. Isso funcionava como uma espécie de ‘analgésico psicológico’ para que ninguém fosse estimulado a contestar, e ao mesmo tempo criar uma barreira de comunicação com o ‘membro desviado’. Esse mito foi desmascarado quando muitos daqueles que saíram não se calaram, e pela sua idoneidade e seriedade de conduta contestaram a público esse arrazoado, além das práticas nada cristãs ocultas que foram expostas, justamente daqueles que mais impingiam esse mito! Além do mais, essa era uma tática utilizada pelos próprios inimigos de Jesus, os fariseus, quando algum indivíduo se colocava ao lado do Mestre, para denegrir a credibilidade de Jesus e de seus seguidores (João 9:13-34).

Mito 2: “Deus não opera numa divisão de sua obra”

Junto com esse argumento, algumas vezes eram contados supostos testemunhos de pessoas que na tentativa de contestar a CCB e criarem um grupo paralelo, tiveram um final trágico, trazendo prejuízo para si próprio e para aqueles que os seguiram. Curiosamente eram deixados de lado casos em que o final não foi ruim, mas positivo. Sequer foram mencionados os países em que as sementes lançadas pelo fundador da CCB, foram assimiladas por grupos cristãos, e se tornaram em denominações genuinamente evangélicas. Além do que, existem vários casos na Bíblia, de divisões permitidas pelo próprio Deus, devida a corrupção e negridão espiritual dos respectivos dirigentes (Vide I Reis 11:11-13, 30-40, 12:15-17,24; Mateus 10:34-35; João 10:3; Atos 9:21-24; Apocalipse 18:4-5). Ironicamente a própria CCB é resultado de uma divisão na denominação Presbiteriana, e posteriormente no pentecostalismo!

Mito 3: “Deus não opera em tantas obras diferentes, só existe um tipo de doutrina correta, e essa é a da CCB”

Essa linha de argumentação é a que mais cria preconceito e ranço religioso na CCB, é motivo de soberba entre a irmandade, e leva nocivamente para uma forma de idolatria. Esse tipo de mentalidade chega ao ponto de fazer com que os membros da CCB passem a acreditar que o ‘Deus verdadeiro’ está somente entre eles, e que as denominações evangélicas adoram outros deuses.

O que ignoram é que esse pensamento não é novo, mas teve origem com o Catolicismo Romano quando da Reforma Protestante. Os romanistas procurando abafar a repercussão que a reforma estava causando, sustentavam o pilar do ‘catolicismo romano como a única igreja verdadeira’, neste entender, fora dela só havia divisões, doutrinas contraditórias e inúmeras interpretações bíblicas sem o apoio da ‘igreja’. Os reformadores em contra partida, defendiam o livre-exame das Escrituras, que deveria ser estudada, e toda doutrina avaliada de acordo com ela. Já imaginou se o argumento do catolicismo tivesse sido aceito, e a reforma se encerrado?

Além disso, o mover de Deus, Sua salvação, e propagação do Seu evangelho independe da diversidade dentro do cristianismo.

Em Efésios 3:21 lemos que a glória ao Senhor é dada na igreja por todas gerações, isso indica que não houve geração, apesar da diversidade na Igreja, que não tivesse trazido glória ao Senhor.

Mateus 16:18 afirma que as portas do inferno não prevaleceriam contra a igreja do Senhor, se a diversidade no seio da igreja fosse motivo para a igreja ter deixado de existir em alguma época, o inferno teria prevalecido, e as palavras de Jesus não seriam verdadeiras.

Mateus 28:20 diz que o Senhor estaria conosco todos os dias até consumação dos séculos, se a diversidade tivesse extinguido a ação do Senhor na igreja, não faria sentido estas palavras.

Dentro do cristianismo, na essência existe unidade, mas no secundário existe diversidade. O que distingue o cristianismo das seitas e religiões, é exatamente o conteúdo do evangelho que propagam (Gálatas 1:8-9). Neste quesito a CCB está reprovada, e infelizmente longe da genuína fé cristã.

A guisa de tudo isso vemos a extrema necessidade da reforma.



por Ricardo Adan
do NAPEC para o INPR Brasil



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